sábado, 18 de fevereiro de 2017

Causa e Efeito

Conviver com um(a) portador(a) de Alzheimer é um exercício diário de paciência. Destruir a causa dessa demência é a vontade de todo(a) cuidador(a). Ninguém quer que seu familiar morra por ter desenvolvido a doença. Mesmo sabendo que não há cura, todos querem seus parentes vivos e sem a presença do “alemão”. Para proporcionar uma melhor qualidade de vida ao doente busca-se tratamento, remédios e tudo o que for possível, inclusive, liminares junto ao Poder Judiciário através da Defensoria Pública.

Assim como os parentes de quem tem uma enfermidade querem que ele(a) se livre dela, a sociedade quer se livrar da violência e de suas causas. Numa democracia não é aceitável desejar a morte de alguém violento, espera-se que essa pessoa seja punida e se recupere.  

O uso abusivo de drogas tornou-se um grande problema de saúde pública, entretanto, há muitos dependentes na prisão porque vendiam drogas para sustentar o seu vício. Mantê-los atrás das grades não interrompe o ciclo e ainda alimenta as organizações criminosas.

Carl Hart, neurocientista pesquisou sobre os efeitos do crack no Hospital da Universidade Columbia, em Nova York e concluiu que para as pessoas que estão na rua, sem perspectiva ou o que ele chama de “reforço alternativo”, ficar sem crack, obriga-as a conviver de cara limpa com a sujeira, a desesperança e a violência.

Por isso que, embora o crack seja usado por gente de todas as classes e etnias, os brancos e os de classe média geralmente não se viciam, porque têm algo a mais a esperar da vida. Quase sempre quem se dá mal são os mais pobres, os que vêm de famílias desestruturadas e os membros de minorias raciais. Segundo uma pesquisa da Fiocruz, 80% da população das chamadas cracolândias tem pele escura.

Remediar virou rotina no Brasil. Construir presídios, realizar mutirões para abrir novas vagas, criminalizar conflitos e enrijecer a lei penal são iniciativas já aplicadas, ultrapassadas e que não trouxeram resultados diferentes.

É importante observar a causa dos problemas para se antecipar a eles. Nos Estados Unidos sete estados elevaram a idade penal para 18 anos. Os defensores dessa medida legislativa esperam que pelo menos cinco estados elevarão a idade penal para 18 anos em 2017 e outros poderão elevá-la para 21 anos. Adotaram essa postura após anos de estudos.

Nenhuma nação desenvolvida conseguiu diminuir a violência com aumento de estabelecimentos prisionais, ao contrário, aquelas que conseguiram controlar seu crescimento investiram pesadamente em educação.

Cingapura se tornou o primeiro país do mundo a exigir que todos os seus alunos passem por um programa de ASE (Aprendizagem Social e Emocional) o que resultará em aumento de renda de toda a nação, ganhos extras à saúde e menores índices de criminalidade segundo economistas envolvidos no estudo.

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso completa no próximo dia 24, dezoito de existência e por ser considerada uma Instituição Nacional de Direitos Humanos, deve dar publicidade a esses direitos e combater todas as formas de discriminação, principalmente contra os pobres, aumentando a conscientização pública, especialmente através da educação e de órgãos da imprensa.


Tânia Regina de Matos é Defensora Pública em Várzea Grande, integrante do Conselho Municipal do Negro, é uma das coordenadoras da Rede de Educação Integral do Município

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

MATOGROSSENSE OFERECE TATUAGEM GRATUITA PARA RECONSTITUIR MAMILOS APÓS MAMOPLASTIA

Fonte: Muvuca popular

Um tatuador de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá, Elessandro Ferreira da Silva, desenvolveu um projeto para ajudar a recuperar a autoestima das mulheres que tiveram câncer de mama. Ele anunciou nas redes sociais o projeto que atenderá gratuitamente mulheres que passaram por uma mamoplastia oncológica, quando a auréola e o mamilo da mulher são retirados em decorrência do câncer de mama. Ele pretende atender uma cliente por semana.
Elessandro é tatuador há 8 anos e decidiu se dedicar à técnica de reconstrução de mama depois que a mãe de um amigo enfrentou a doença e passou pela cirurgia de retirada. Estudou técnicas de realismo e tatuagem 3D que a mama reconstruída fique o mais próximo possível da realidade.
A cirurgia afeta a autoestima de muitas mulheres e algumas passam a sentir vergonha de seus próprios corpo. Segundo o tatuador, a maior recompensa é ver a satisfação das mulheres que passam pela reconstrução.
"Elas me contam que a melhor parte de tudo é poder voltar ao espelho e se sentir bonita de novo e não sentir vergonha. Eu sempre quis fazer algo pelo próximo e agora tenho a oportunidade”, contou o tatuador.
Elessandro já realizava o procedimento há algum tempo, mas foi só quando anunciou nas redes sociais que o trabalho ganhou repercussão. "Está sendo surpreendente, mulheres de várias cidades já me procuraram. Já tenho horário marcado com clientes de Cuiabá e de Barra do Garças [a 516 km de Cuiabá]", disse.
Os atendimentos serão completamente gratuitos e não serão realizados apenas em mulheres do município onde fica o estúdio do tatuador. Ele afirma que qualquer mulher que tenha sofrido com a doença poderá ser atendida, desde que se encaixe nos requisitos.
Segundo ele, é importante que essas mulheres não tenham tomado sol ou feito bronzeamento no local e realizado a cirurgia de mamoplastia há pelo menos um ano.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

TCE-MT lança curso de extensão GRATUITO sobre Cidadania e Controle Social

Fonte: site do TCE


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O Curso de Extensão: Cidadania e Controle Social voltado para a melhoria dos resultados da gestão pública e capacitação de conselheiros dos conselhos de Políticas Públicas do Estado e dos municípios foi aberto nesta semana pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Estavam presentes representantes de oito universidades de Cuiabá e Várzea Grande, quatro conselhos estaduais e 24 conselhos municipais de Cuiabá e Várzea Grande. Participaram também representantes de creches, escolas públicas e municipais, sindicatos e secretarias de Estados e dos Municípios. 


O curso de extensão terá 100 horas com disponibilidade para 1,5 mil inscrições, sendo que até agora já foram inscritos 300 pessoas. As inscrições podem ser feitas (AQUI) até o dia 15 de julho. No dia 28 de julho acontecerá a aula inaugural a partir das 14h30, no Auditório da Escola Superior de Contas (TCE-MT). Os certificados serão emitidos pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

A supervisora do curso e secretária de Articulação Institucional do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Cassyra Vuolo, explica que o curso trata de um importante mecanismo de fortalecimento da cidadania que visa proporcionar a aproximação da sociedade com o Estado. "Precisamos estimular a compreensão da importância do exercício do controle social dos recursos públicos e estreitar as relação necessárias e legal deste controle com demais controles internos e externo", disse. 

A professora da UFMT que elaborou o conteúdo do curso, Dra Claudia Oneida, conta que tem tido contato direto com os conselhos de políticas públicas de Cuiabá e Várzea Grande. "Realmente existe uma necessidade muito grande de treinamento para que possam agir como fiscalizadores e auxiliares da gestão pública. Tem que colaborar também e não só criticar. Eles têm que verificar as despesas feitas pelo Executivo e se está dentro do planejado. É a função de um conselho. São representantes da comunidade", explica. 

O curso tem dois momentos presenciais: a abertura e o encerramento, previsto para o dia 01/11, data final para entrega dos trabalhos finais pelos cursistas. De 17/11 a 01/12 é o prazo para apresentação da lista dos cursistas aprovados no site do TCE-MT. O curso funciona na modalidade à distância, conhecido como Ambiente Virtual de Aprendizagem. A coordenadora da área EAD no convênio TCE/ UFMT, Rosana Abutakka explica que a UFMT é pioneira nesse tipo de aprendizado à distância e o curso pode ser acessado com facilidade, inclusive para tirar dúvidas. 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

SEMINÁRIO POLÍTICAS CULTURAIS





Fonte: site Sesc Mato Grosso 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA 

DIA 08/02 - 18h30 às 21h - Sesc Arsenal - Gratuito

Mesa de Abertura
A Política Cultural do Sesc - Perspectivas e Desafios
Departamento Nacional do Sesc | Coordenação de Cultura Sesc Mato Grosso 

A mesa tem como proposta abrir oficialmente o evento, dar boas vindas a comunidade e apresentar a Política Cultural do Sesc, construída e aprovada recentemente, com objetivo de compartilhar o pensamento da instituição sobre Cultura, suas perspectivas e desafios. A partir da temática geral do evento que propõe o debate acerca das ideias sobre diversidade e direitos culturais. 

Mesa 01 
Políticas Culturais e Povos e saberes Indígenas: Casé Angatu (T.I. Tupinambá de Olivença -BA) | Jucinei Ukuyó Terena (MS) | Anarrory Yudja Sant Anna (MT)
Mediação: Naine Terena (MT) 

Esta mesa tem por objetivo contribuir para uma reflexão sobre as sociedades indígenas no Brasil, seus modos de existência, conhecimentos, visões de mundo, a educação indígena de forma geral, valorizando e procurando alternativas para o respeito e a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Os participantes da mesa apresentarão um pouco sobre a suas etnias e discutirão os mecanismos para a proteção e promoção da cultura dos povos indígenas brasileiros. 

Casé Angatu (T.I. Tupinambá de Olivença - BA) - Indígena morador no Território Indígena Tupinambá de Olivença (Ilhéus/Bahia). Doutor em História da Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo-FAUUSP - Linha de Pesquisa: História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo. Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Graduado em História pela Universidade Estadual Paulista-UNESP. Atualmente é Professor Efetivo na Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC/Ilhéus-Bahia (Curso de Graduação e Especialização em História). 

Jucinei Ukuyó Terena (MS) - Os Terena, também chamados Terenoe, são uma etnia indígena brasileira. Pertencem ao grupo maior dos Guaná-Xané. Vivem principalmente no estado de Mato Grosso do Sul. Últimos remanescentes da nação Guaná-Xané no Brasil, os Terena falam a língua Terena de tronco Aruak e possuem características culturais essencialmente chaquenhas (de povos provenientes da região do Chaco ou Exiva no idioma Terena).Natural da aldeia Buriti-Terra Indígena Buriti, município de Dois Irmãos do Buriti, distante a 120 Km da capital de Mato Grosso do Sul, de família bastante tradicional e exigente quando o assunto é a preservação da cultura, cresceu vendo os rituais religiosos do seu povo, onde foi batizado como Ukuyó (nome próprio), hoje trabalha como conselheiro tutelar eleito pela comunidade e atua diretamente na luta pela preservação de suas terras . 

Anarrory Yudja Sant Anna (MT) - Representante da etnia Yudja/Juruna, que se localizam no estado de Mato Grosso, mais precisamente no norte do Parque Indigena do Xingu. Povo indígena cuja língua é a única representante viva da família Juruna, do tronco Tupi. Autodenominam-se Yudjá ; o nome Juruna significa, em Tupi-Guarani, “bocas pretas”, porque a tatuagem características desses índios era uma linha que descia da raiz dos cabelos e circundava a boca. 

DIA 09/02 - 18h30 às 21h30 - Sesc Arsenal - Gratuito 

18h30 - Performance: Gordura Trans - Miro Spinelli 


Gordura Trans é um projeto artístico continuado e seriado com eixo central na performance e desdobramentos em diversas mídias. Até então foram realizadas doze peças, entre ações ao vivo, fotografias, texto e instalação. Neste percurso o projeto explorou a materialidade e a subjetividade do corpo gordo e suas intersecções com gênero através da pesquisa com diferentes materiais gordurosos e sua potência de transformação de presença da performer. 

Mesa 02 
Arte e FeminismoS: política, resistência e existências contemporâneas
Camila Bacellar (RJ) | Kessidy Kess (MT) | Watatakalu Yawalapíiti (MT)
Mediação: Juliana Capilé (MT) 

A mesa se propõe a refletir sobre as relações entre arte, vida e os feminismos contemporâneos. A partir de três perspectivas singulares o debate visa trazer a tona indagações oriundas dos feminismos e de movimentos de mulheres que possibilitem incidir sobre os imaginários políticos coletivos, problematizar os limites da esfera pública e fortalecer as conexões entre nossas comunidades e nossas redes de cuidado. Ao compartilhar processos de vida e criação articulados com posicionamentos políticos e culturais buscaremos alargar o horizonte do (im)possível, do (in)dizível e do vivível. .


Camila Bacellar (RJ) - Atuadora, cientista social e doutoranda na linha de pesquisa Estudos da Performance, Discursos do Corpo e da Imagem no PPGAC/UNIRIO. Colabora no projeto Resistências Feministas na Arte da Vida – Processos Escavatórios para Habitar o Corpo, em parceria com Angela Donini, Cintia Guedes e Sara/Elton Panamby. Interessa-se pelas relações entre arte, política, ativismos artísticos, descolonialidade e feminismos. 

Kessidy Kess (MT) - cuiabana e ariana personalidade forte que improvisava na pista de skate e em batalhas de mc desde seus 14 anos, hoje vai consolidando sua caminhada no rap Brasil. Lançou seu primeiro single "No Baile" em 2016, desde então sua vida tem sido alimentada pela cultura de diversos lugares por onde passa com seu som. A pretinha correria se torna espelho para várias jovens por suas escolhas e opiniões sobre assuntos e conceitos como feminismo e negritude. Cheia de si, Kess vive sua vida contrariando as estatísticas, fazendo por ela o que ninguém fez, soltou seu segundo vídeo clipe "Não Fica na Reta" no festival V-M-F em São Paulo ao lado de artistas independentes como Linn da Quebrada e Lay. Atualmente com 18 anos Kessidy pensa em criar seu primeiro álbum, mantém sua raiz do rap mas quer se jogar na música brasileira misturando ritmos afro brasileiros com suas rimas incisivas e cheias de atitude. “Não dá para fugir do que eu sou. No Brasil eu sou uma jovem, bissexual, preta, que demorou para se identificar. Foi quando eu comecei a me ligar que não tem problema nenhum em ser o que eu sou". 


Watatakalu Yawalapíiti (MT) - Pertence a etnia Yawalapiti. Fundadora e membro da diretoria da Associação Yamurikumã das Mulheres Xinguanas. Empresária, proprietária da loja Kuarup Arte Indígena do Xingu, localizada em Canarana, no estado do Mato Grosso. 

21h - Salão Social - Entrada Franca

ALICE - Cia Faces Jovem (Primavera do Leste-MT)
Alice não se vê como Fernando e quando começa a ir com roupas femininas para Escola sofre violência de alguns alunos e descaso dos professores que não podem e não querem discutir gênero. Junto com alguns amigos, Alice encontra forças para deixar de se esconder e lutar pelo direito de ser feliz e pensar. 

Dia 10/02 - Sesc Arsenal - Gratuito 

09h às 12h e 14h30 às 18h30 - Oficina: arte, feminismos e práticas descoloniais | Camila Bacellar e Angela Donini (RJ) 

A performance e as artes visuais, por se utilizarem muitas vezes do corpo como o principal material da criação, possibilitam brechas para proposições descoloniais que implicam a conexão com as frequências mortificadas pelos processos de disciplinarização e normatização da vida. Utilizaremos de ferramentas da performance e do audiovisual em diálogo com a construção de um conhecimento que parte das trajetórias singulares das pessoas participantes. 

Oferecida por Angela Donini, professora adjunta no departamento de Filosofia da Unirio, diretora dos curta-metragens "corpos que escapam" e "ancorando navios no espaço", e por Camila Bastos, performer e doutoranda na linha de Estudos da Performance, Discursos do Corpo e da Imagem (UNIRIO/PPGAC), a oficina pretende trabalhar com processos de subjetivação e corporeidades que nos convocam à habitação do corpo. 

Público Alvo:
Pessoas interessadas, não há pré-requisito escolar ou artístico. 

Racismo.machismo.transfobia.homofobia.lesbofobia.bifobia.gordofobia.capacitismo.etarismo.classicismo.higienismo.colonialismo.academicismo e outras patologizações do ser não serão toleradas. 

Mesa 03 - 18h30h às 20h30 - CineSesc
Transgener(al)idades: arte, vida e Resistência | Jaqueline Gomes de Jesus (RJ) |MC Linn Da Quebrada (SP) | Miro Spinelli (PR)
Mediação: Vicente Tchalian (MT) 

Pensar a transgener(al)idades como um outro modo de existência e de que forma as políticas culturais dialogam ou necessitam dialogar com essas questões, a mesa propõe ainda discutir e questionar as ideias ainda hegemônicas sobre heteronormatividade, um mecanismo de controle social que não apenas naturaliza a heterossexualidade, mas também fornece os estereótipos de gênero que guiam, classificam e hierarquizam o comportamento também de homossexuais, assim desconstruir a ideia binária de gênero. Mostrando experiências de ativistas e artistas que propõem um trabalho político que misturam questões biográficas, estéticas e de resistência. 

Jaqueline Gomes de Jesus (RJ) - Jaqueline Gomes de Jesus é professora de Psicologia do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ Campus Belford Roxo). Doutora em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília (UnB), com pós-doutorado pela Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Rio). É pesquisadora-líder do ODARA - Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Identidade e Diversidade (IFRJ). Foi assessora de diversidade e apoio aos cotistas e coordenadora do Centro de Convivência Negra da UnB. Pesquisa e leciona nas áreas de gestão da diversidade, trabalho, identidade social e movimentos sociais, com ênfase em gênero, orientação sexual e cor/raça. É investigadora da Rede de Antropologia Dos e Desde os Corpos e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). É autora de dezenas de publicações científicas, dentre elas os livros "Transfeminismo: Teorias e Práticas" e "Homofobia: Identificar e Prevenir"; o e-book "Orientações sobre Identidade de Gênero: Conceitos e Termos"; e os artigos "Gênero sem Essencialismo: Feminismo Transgênero como Crítica do Sexo" e "Transfobia e crimes de ódio: Assassinatos de pessoas transgênero como genocídio". 

Mc Linn da Quebrada (SP) - Bicha, trans, preta e periférica. Nem ator, nem atriz, atroz. Bailarinx, performer e terrorista de gênero. Essas são algumas das referências da MC Linn da Quebrada que, agora, também usa a música – especificamente o gênero funk – como uma ferramenta de transformação social e uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo. 

Miro Spinelli (PR) - é artistx multimídia e militante do próprio corpo. Atualmente tem pesquisas voltadas para experimentos com vídeo, fotografia analógica e performance, com foco em questões do corpo e suas possíveis poéticas e políticas em processos colaborativos. É também fundadorx e integrante do Água Viva Concentrado Artístico e colaboradorx da Selvática Ações Artísticas. 

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20h30 - Show Hendson Santana (MT) 

Hendson teve a primeira experiência profissional como cantor na banda de Rock progressivo Ayakan aos 16 anos onde tocou nos maiores festivais do estado de Mato Grosso, como Grito Rock, Calango e Convenção do Rock. Um trabalho autoral no estilo Rock’n’roll que proporcionou tocar para um grande público e sempre muito elogiado pelas críticas de sites e revistas especializadas da época entre elas Dynamite e Decibélica. Pelo trabalho na banda Ayakan conquistou o Prêmio Hellcity da Música independente como melhor vocalista. 

Após um hiato na sua vida artística, se dedicou ao grupo Gold Jazz que, concedeu ao artista uma aproximação com a linguagem jazzística, e, mesmo muito novo já se apresentava ao lado de músicos consagrados do cenário instrumental brasileiro como o contrabaixista Fidel Fiori, Igor Mariano (pianista), Sandro Souza (baterista) e Sidnei Duarte. Em 2014 Hendson foi destaque na mídia local e nacional e considerado a grande revelação na música em Mato Grosso, participando de grandes eventos como Chapada in Jazz, 50º Expoagro e na Arena Cultural no SESI PAPA durante a Copa do Mundo da FIFA. Em 2015 lançou seu primeiro single e videoclipe em carreira solo da música Ponto Ou Vírgula e hoje toca pela noite de Cuiabá e toda região divulgando seu show Música Gorda. 

O Música Gorda é um projeto mais agressivo em que une teatralidade e canções que representam muito a personalidade do cantor, como a Plus Size, que, debate questões da ditadura do peso e Ponto Ou Vírgula que aborda direitos LGBT´s. 

20h30 - Ocupação Movimento Rota - Living Painting 

Bastou uma borrifada, digamos assim, um tanto quanto polêmica, para que dezenas de latas de spray tomassem ares de maçaricos e incendiassem jovens mentes em favor do grafite livre nos espaços urbanos de Cuiabá. Foram muros, paredes, viadutos e praças. Agora, a mobilização que deu corpo ao Movimento Rota, ocupa também um espaço institucional de grande relevância para as artes de Mato Grosso, o Sesc Arsenal. O objetivo é que a arte de rua irradie seu alcance e se torne ainda mais acessível ao interferir no cotidiano da cidade. 

21h - Show: Kessidy Kess (MT) 

Minhas músicas surgem através de vivências, reflexões e protestos, de revolta e alegria.O fluxo da minha vida influência em cada palavra na rima. 

21h30 - Show: Ambição Loira - Sarah Mitch (MT) 

Sarah Mitch, já com 17 anos de carreira, e uma das principais Drag’s de Cuiabá, apresenta um trecho do seu trabalho Ambição Loira. Um trabalho dividido em quadros, onde Sarah e seus bailarinos estarão dançando, interpretando, cantando e dublando músicas que influenciaram e influenciam a cultura pop. Sarah também provoca discussões e sua performance traz provocações sobre as ideias de gênero, direitos, até mesmo sobre as concepções sobre ser drag queen, sempre com muito glamour e . Ambição loira almeja o amor e a liberdade. O show apresenta músicas do seu EP: “I Am a Man” (com venda nas principais plataformas virtuais) lançado em janeiro, produzido pelos músicos Danilo Bareiro, Eduardo Pesente e Igor Magan. Sarah assina cinco das oito faixas e colaborou em outras duas. 

22h - Jaloo (PA/SP) 

Músico? Produtor? DJ? Performático? “Acho que o melhor nome agora é artista mesmo, alguém que não é nenhum desses, mas todos ao mesmo tempo”, nas palavras do próprio. Nascido Jaime Melo em Castanhal, região metropolitana de Belém do Pará, Jaloo mora atualmente em São Paulo. Faz música pop, eletrônica e experimental, mas que não parece com nada do que se espera dessas definições. Jaloo remexe as músicas de artistas como Rihanna e Donna Summer, sem medo de sacrilégio, e deixa com sua cara. Jaloo compõe, canta, interpreta, remixa, arranja e produz. Seu primeiro álbum, #1, está saindo agora pela StereoMono, selo Skol Music. 


sábado, 14 de janeiro de 2017

O legado de Zygmunt Bauman

Morreu no último dia 09, aos 91 anos, uma das maiores autoridades em Sociologia da atualidade. Zygmunt Bauman serviu durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se sociólogo e após sofrer perseguições antissemitas mudou-se da Polônia para Inglaterra, onde lecionou numa de suas tradicionais Universidades. Escreveu dentre outros, Globalização: As consequências humanas e Tempos Líquidos.
Na primeira obra citada classificou as prisões como fábricas de imobilidade, manifestando-se da seguinte forma: “O confinamento espacial, o encarceramento sob variados graus de severidade e rigor, tem sido em todas as épocas o método primordial de lidar com setores inassimiláveis e problemáticos da população, difíceis de controlar. Os escravos eram confinados às senzalas. Também eram isolados os leprosos, os loucos e os de etnia ou religião diversa das predominantes.”
Os recentes massacres ocorridos nos presídios do Amazonas e de Roraima demonstram entre outras coisas que os governos não estão dispostos a tratar bem aos pobres reclusos quando não são capazes de tratar bem aos seus pobres em liberdade. Trocando em miúdos, a prisão não pode ser apenas um lugar onde o mal praticado deva ser retribuído, ela precisa ser muito pior do que os locais onde os miseráveis habitam.
Já em Tempos Líquidos, Bauman fez esta reflexão sobre a vida moderna e seus medos: “Com o progressivo desmantelamento das defesas construídas e mantidas pelo Estado contra os temores existenciais, e com os arranjos para a defesa coletiva, como sindicatos e outros instrumentos de barganha, com cada vez menos poder devido às pressões da competição de mercado que solapam as solidariedades dos fracos, passa a ser tarefa do indivíduo procurar, encontrar e praticar soluções individuais para problemas socialmente produzidos, assim como tentar tudo isso por meio de ações individuais, solitárias, estando munidos de ferramentas e recursos flagrantemente inadequados para essa tarefa?”
Em outras palavras a Globalização e a Modernidade trouxe intensas transformações nas relações humanas, oportunizando aos extremamente ricos ganhar ainda mais dinheiro, pois, estes utilizam-se da tecnologia para movimentar largas quantias em paraísos fiscais com maior rapidez e eficiência. Infelizmente, a tecnologia não causou impacto positivo nas vidas dos extremamente pobres, ao contrário, a partir da Revolução Tecnológica, o processo de encarceramento deixou de atender ao controle da mão de obra de trabalho para se tornar uma forma de eliminar o perigo dessa multidão.
Zigmunt Bauman deixa um grande legado que complementado por outros pensadores de igual importância pode auxiliar na resolução de problemas complexos da modernidade, a exemplo, de Émile Durkheim. Sociólogo francês, Durkheim ensina que o crime não é algo patológico, portanto, transformar o crime em doença ou anomalia atende a um objetivo político, de controle social. O crime constitui um fato social e as causas de um fato social não podem ser encontradas em circunstâncias individuais. A partir desse conceito, ele demonstra que, se o crime não é uma decisão individual, a pena não pode ter como principal objetivo a dissuasão do indivíduo.
Portanto, é necessário que a sociedade faça parte desse processo de depuração/evolução como argumenta Amilton Bueno de Carvalho, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, em seu livro Direito Penal a Marteladas: “...sempre entendi que aquele que pratica eventual crime é um infeliz (...) e que o colocar em presídio representa uma espécie de falência nossa, da sociedade, o reconhecimento explícito de que falhamos em algum(uns) momento(s). Em tal olhar, nós nos punimos na pele do outro, mas o outro cumpre a pena em nosso lugar.”
A ausência de justiça social está bloqueando o caminho da paz, tal como o fazia há dois milênios. Relações conflituosas entre romanos e hebreus em razão do domínio de um povo sobre o outro, imposição de altos impostos para construção de palácios e templos daqueles que estavam no poder, etc, etc. Acontece que a “justiça” hoje é uma questão planetária, e avaliada por comparações do mundo inteiro, por duas razões: a miséria humana de lugares distantes e estilos de vida longínquos, assim como a corrupção e estilos de vida de quem a pratica são apresentadas por imagens e trazidas para a realidade de todos(as) de modo rápido. Em segundo lugar: num planeta aberto à livre circulação de mercadoria, o que acontece em determinado lugar tem um peso sobre a forma como as pessoas de todos os outros lugares vivem.
O que as leis cósmicas do universo exigem de seus habitantes não é o sofrimento a qualquer preço, por mais graves que sejam as suas faltas, mas que se aprenda a lição da fraternidade e que se incorpore para sempre às estruturas éticas do ser. O Filho de Deus já mostrou o caminho: “Vai e não peques mais, para que não te suceda coisa pior”, mas a humanidade ainda não assimilou tal ensinamento.
Tânia Regina de Matos é defensora pública em Várzea Grande, representa a LÍRIOS, uma das ONGs que coordena a Rede de Educação Integral do Município

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

SEMINÁRIO “Educação Significativa e Compromissos em Direitos Humanos”



CONSELHO ESTADUAL DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA HUMANA PROMOVE:

SEMINÁRIO “Educação Significativa e Compromissos em Direitos Humanos”

DATA: 13/12
LOCAL: Auditório da Procuradoria Geral de Justiça – MP/MT, situado na Rua Quatro s/n.  - Centro Político Administrativo (Ao lado Defensoria Pública do Estado) – Próximo a OAB
Cuiabá - MT

Ficha de Inscrição
Nome completo / Nome Social:

Gênero: (    ) Feminino  (    ) Masculino   
Você gostaria de informar sua identidade sexual/gênero?                     Qual?:
Raça/Etnia: (     )  amarela  (     ) Indígena  (     ) Branca   (       ) Negra (Pardos e Pretos)
RG:


Data de expedição: ____/____/______Órgão Expedidor:____________
CPF:                                                                   Data de Nascimento:         /       /
Endereço:
Nº:
Bairro:
 Cidade:                              UF:           CEP:
Telefones de Contato: Celular 1: (      ) ____________   Residencial: (        )____________         
Nome de pessoa para contato em caso de emergência:     ________________________________                        
Telefone da pessoa para contato de emergência:  (      )______________________________                                                                                           
E-mail:
Instituição à qual representa: (Identificação e telefone para contato)

(      ) Sociedade civil    (       ) Governamental
Nome da instituição: _________________________________________________________________

Telefone: ____________________ E-mail: ____________________________________________
PARTICIPANTES COM ALGUMA DEFICIÊNCIA OU IDOSO
Possui alguma deficiência?   Sim (   )    Não (   )
Qual?            Física (   ) Auditiva (   ) Visual (   ) Intelectual (   ) Múltipla(   )
Usa algum suporte para sua mobilidade?: (     ) sim/Qual?:____________________ (      ) Não
Você precisará de Transporte adaptado?   (     ) sim  (      ) não
Quanto à acessibilidade na hospedagem, você precisará? (    ) sim (    ) não
Necessita de acompanhante: Sim (    )    Não (    )
Nome do acompanhante:
Telefone acompanhante:  (      )
A Ficha de Inscrição deverá ser encaminhada via e-mail: ceddph@sejudh.mt.gov.br até o dia 11 de dezembro de 2016.
Informações pelo telefone: (65) 3634-0089 - Eliana  13h00 às 18h00 – Segunda à sexta-feira)