terça-feira, 23 de dezembro de 2014

ADMIRÁVEL TRABALHO COM AMOR E COMPROMETIMENTO...

Minha homenagem hoje é para Maria da Penha, uma professora de português, que já foi assaltada cinco vezes por adolescentes,e mesmo assim foi trabalhar na Fundação Casa em São Paulo, disposta a mudar o mundo.
Inscreveu um poema de um infrator na Olimpíada da Língua Portuguesa.
“Esse concurso acontece a cada dois anos e desde 2010 eu mando textos dos meus alunos. Nunca tinha tido nenhum classificado”, afirma Maria da Penha da Silva.
Qual não foi a surpresa? Como um interno da Fundação Casa concorrendo com mais de 50 mil alunos de escolas públicas de todo Brasil foi passando de eliminatória em eliminatória.
A exigência do concurso era escrever um poema sobre o lugar onde vive o aluno. O rapaz que mora em uma cela escreveu sobre a liberdade.
“Para mim não existe só a liberdade do corpo. Existe a liberdade da alma, do espirito, dos pensamentos”, afirma o rapaz.
O anúncio dos vencedores da Olimpíada foi na quarta-feira (17), em uma cerimônia concorrida. O resultado veio em uma torrente de emoção.
O poeta da Fundação Casa comemorou o primeiro lugar abraçado à professora. “Vitória de um sonho e acreditar”, diz a professora Maria da Penha.
O adolescente só venceu porque uma professora acreditou no potencial dele. Parabéns a todas(os) as(os) professores(as) e demais profissionais que acreditam naqueles(as) em que a maioria já desistiu de acreditar...


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

NATAL LIVRE DE CONSUMISMO

Será possível?
Pesquisei na Internet e achei pouquíssimas linhas a respeito, então, decidi escrever sobre o que sinto durante esse período lindo, luminoso e tão breve... quando você vê... já passou... já estamos comemorando o ano novo.
Em meados de Novembro tirei a arvorezinha e os enfeites que ficam guardados numa sacola plástica numa estante e a montei.
A árvore e os acessórios natalinos tenho há anos, deve ter mais de 12, pois, meu filho tem onze e eu comprei antes dele nascer.
Sempre olho para ela e acho que não preciso comprar outra, afinal aquela está boa ainda, não está estragada e nem fora de moda...árvore de natal não fica démodé.
Este ano meu filho me disse que eu deveria comprar um árvore de verdade... e eu perguntei se aquela era de mentira?
Ele respondeu: uma árvore grande!!!
Fiquei tentada a fazer aquilo, mas, veio a pergunta inevitável: qual é a necessidade disso? E logo a resposta: nenhuma.
O Espírito de Natal deve estar em consonância com os mais elevados sentimentos de amor e perdão e se você não tiver isso dentro de si, esqueça paz no coração e esqueça Natal Feliz... não vai rolar...
Natal é o nascimento de Jesus, o nazareno que veio nos ensinar a amar e a servir.
Dizem que você só aprende a amar de verdade quando você tem filho...sabe porque? Porque você perdoa seu filho o tempo todo. Você nunca diz a um filho: "isso não tem perdão." Deus faz isso diariamente conosco. Erramos todos os dias e no dia seguinte ele está ali do nosso lado nos orientando a fazer o que é certo novamente.
Precisamos amar de verdade e perdoar mais. Perdoar os que nos ofendem, os que nos devem..."ah"! Aqueles que nos ofendem tudo bem...mas os que nos devem... aí não... Deus já quer demais.
Eu consigo perdoar os insultos, as calúnias, as ofensas e as traições, mas quem me deve, tem que pagar... senão a amizade acaba... Hã?
O dinheiro é importante, precisamos dele para suprir nossas necessidades, comprar os presentes, preparar a ceia, adquirir roupas e sapatos novos para as festas, mas não pode ser o foco principal desse período. É e tem que ser o acessório. O acessório segue o principal e não o contrário.
O principal, o motivo de toda essa comemoração é o nascimento de Cristo. Vamos fazer o que ele nos ensinou! Ele nasceu para nos "salvar", ou seja, para mostrar o caminho da redenção. Vamos colocar em prática seus ensinamentos e mostrar para o Messias que Ele não veio em vão: AME E PERDOE durante o ano todo!

sábado, 6 de dezembro de 2014

Homem enganado consegue cancelar registro de paternidade reconhecida voluntariamente


Um homem conseguiu na Justiça o direito de alterar o registro civil de suposto filho seu, para retirar a paternidade voluntariamente reconhecida. Por maioria de três votos a dois, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou que houve vício de consentimento no ato da declaração do registro civil, pois ele foi induzido a acreditar que era o pai do bebê.
A jurisprudência do STJ entende que a ausência de vínculo biológico não é suficiente, por si só, para afastar a paternidade. Os magistrados analisam outras circunstâncias do caso, como a formação de vínculo socioafetivo com o menor e as eventuais consequências dessa ruptura. Para que seja possível desfazer uma paternidade civilmente reconhecida, é preciso que haja vício de consentimento na formação da vontade.
No caso, o autor da ação alegou que teve uma única relação sexual com a mãe do garoto antes da notícia da gravidez e somente após certo tempo passou a desconfiar da paternidade. O autor disse que chegou a viver com a mãe da criança e a pagar pensão alimentícia ao suposto filho, mas não se sentia obrigado a manter essa situação depois de constatar que não é o pai biológico.
Erro ou coação
A relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, que ficou vencida no julgamento, defendeu que, uma vez reconhecida a paternidade, só a comprovação de vício de consentimento fundado em erro ou coação poderia desfazer a situação jurídica estabelecida. A ministra considerou que não havia erro no caso, pois era de se presumir que o suposto pai, ao tomar conhecimento da gravidez, tivesse alguma desconfiança quanto à paternidade que lhe foi atribuída.
Em novembro do ano passado, ela foi relatora de um processo sobre situação semelhante. A Terceira Turma, na ocasião, decidiu que o registro não poderia ser anulado, pois o erro capaz de caracterizar o vício deve ser grave, e não basta a declaração do pai de que tinha dúvida quanto à paternidade no momento do reconhecimento voluntário.
No último processo julgado, no entanto, prevaleceu o voto do ministro João Otávio de Noronha, para quem, no caso analisado, o erro é óbvio e decorre do fato de o autor da ação ter sido apontado pela mãe como pai biológico da criança, quando na verdade não o era. Além da ocorrência de erro essencial, capaz de viciar o consentimento do autor, teria ficado patente no processo a inexistência tanto de vínculo biológico quanto de vínculo afetivo entre as partes.
Noronha afirmou que o registro civil deve primar pela exatidão, e é de interesse público que a filiação se estabeleça segundo a verdade da filiação natural. A flexibilização desse entendimento, segundo ele, é admitida para atender às peculiaridades da vida moderna e ao melhor interesse da criança, mas em situações de exceção - o que não é o caso dos autos analisados, em que deve haver a desconstituição do registro por erro.
O número deste processo não é divulgado em razão de segredo judicial.

Fonte: Superior Tribunal de Justiça