segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

MUDANÇAS

O Natal passou...o ano está acabando... agora chegou a hora do balanço. O que eu fiz durante os 360 dias que se foram...ah! Fiz tão pouco... Preciso mudar! Escolhi o texto abaixo de Lia Luft, que fala sobre como rejuvenecer e é claro sobre mudanças. Leiam, vale a pena:
 “No mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível!!… A platéia inteira fez um ‘oooohh’ de descrédito.
Aí fiquei pensando: “pôxa, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?”
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado ‘juventude eterna’. Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se “mudança”. De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
“Mudança”, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, …….Rejuvenesceu!.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu!.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. … Rejuvenesceu!!!.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois da coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho…”

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Convites da vida

Estamos próximos do Natal e do fim do ano, resolvi em razão da ocasião postar uma mensagem para reflexão.
A todos os meus amigos e seguidores desejo muita paz!

Sem percebermos, a vida nos oferece convites sem cessar, em todos os

aspectos, nas mais variadas situações.

São os planos Divinos, que arquitetam lições para nosso

aprendizado.

Seja nas pequenas coisas do cotidiano, seja nas grandes decisões da

vida, estaremos, não raro, sob os convites da vida, que estará a

aguardar nossas decisões.

O bem avaliar de cada um desses convites será decisório em nosso

caminhar, em nosso aprendizado.

Dessa forma, faz-se necessário avaliarmos com cuidado e maturidade

cada uma das oportunidades que nos surge, cada situação que nos

ocorre porque elas serão, sempre, os convites que teremos a

analisar.

Não raro, alguns de nós, nas lides profissionais, somos convidados

à desonestidade, à ilegalidade.

São convites à corrupção, ao suborno, às práticas ilícitas,

quando lesamos a empresa que nos honra o salário ou a instituição

governamental que representamos.

Assim, o policial rodoviário, quando convidado pelo motorista

desonesto ao suborno, poderá aceitar ou não o dinheiro ilícito. É

convite que a vida lhe oferece.

Haverá também o fiscal desse ou daquele órgão instituído, que

poderá trocar suas obrigações funcionais pelo dinheiro fácil.

São outros convites que a vida oportuniza.

Algumas vezes, na vida em sociedade, somos convidados à mentira e à

falta de honradez nas relações pessoais.

Então, aquele que nos tem por amigo, na confiança da relação,

deixa de contar conosco porque, por conveniência pessoal, traímos o

sentimento.

Na vida familiar os convites nos surgem, no sentido de priorizar as

coisas do mundo às coisas do coração.

Será quando, por questões financeiras, abrimos mão de relações

afetuosas e de relacionamentos familiares felizes, por um

desentendimento na partilha de uma herança ou na consumação de uma

dívida.

Por isso, será sempre oportuno que fiquemos atentos a respeito dos

convites da vida que estamos aceitando.

Quando o convite chega para que sejamos desonestos, é momento

importante que a vida oportuniza para demonstrarmos a honestidade

como valor da alma.

Se o convite se concretiza na oportunidade de priorizar o dinheiro

às amizades e relações familiares, é a chance que a vida oferece,

para que optemos pelos valores do coração, preterindo os

monetários.

* * *

Há convites perturbadores em toda parte, conclamando-nos ao

desequilíbrio. Porém, se já conseguimos percebê-los, na

intimidade da alma, poderemos bem conduzir o nosso proceder.

O bem ou o mau caminhar de nossas vidas será sempre o reflexo de

nossas opções, dos caminhos que decidimos percorrer.

Assim, avaliemos como temos respondido aos convites da vida para que,

mais tarde, não tenhamos o remorso e o arrependimento como

companheiros das nossas desditas, fruto das opções que fizemos ao

longo do nosso caminhar.



/Redação do Momento Espírita, com base no cap. 9, do livro /

Momentos de felicidade,/ pelo Espírito Joanna de Ângelis,

psicografia //de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal./

/Em 09.12.2011./

sábado, 10 de dezembro de 2011

DIREITOS HUMANOS DOS POBRES


Em 10 de Dezembro de 1948 foi adotada pela Organização das Nações Unidas a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Passados 63 anos de sua adoção muita gente ainda desconhece esses direitos.

O acesso à justiça é um direito fundamental e humano, portanto, a instalação da Defensoria Pública ou o seu fortalecimento nos lugares onde já exista concretiza esse direito dos menos favorecidos.

Vivemos num país em que a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais são objetivos a serem alcançados pelo Estado Democrático do Direito, tanto que estão inseridos na Constituição Federal, logo, é preciso cumpri-los!       

No tocante ao acesso à Justiça, o fortalecimento da Defensoria Pública é o principal caminho a ser percorrido para garantir o combate à pobreza e a miséria, pois, são os Defensores os agentes mais próximos desse público.

De cada R$ 100,00 (cem Reais) investidos na justiça, R$ 69,00 vão para o Judiciário, R$ 26,00 (vinte e seis Reais) vão para o Ministério Público e apenas R$ 5,00 (cinco Reais) vão para a Defensoria Pública (dados levantados pela ANADEP - Associação Nacional de Defensores Públicos). Ora, qualquer pessoa que tenha noções mínimas de matemática percebe que esta divisão é desproporcional.

Um projeto, de autoria do senador José Pimentel (PT-CE) e líder do governo no Congresso Nacional foi aprovado no dia 29/11 no Plenário do Senado. O PLS modifica a Lei Complementar 101/2000, reduzindo o limite do poder executivo de 49% para 47% e fixa 2% da receita corrente líquida do Estado para gasto com pessoal das Defensorias Públicas, independente do limite do poder executivo. Trocando em miúdos o projeto dará a tão sonhada autonomia às Defensorias Públicas, que se traduzirá em melhorias para a população pobre deste País.

Não se trata de um privilégio, um capricho ou mero deleite, pois, o trabalho dos Defensores Públicos para a implementação de serviços públicos (abastecimento de água, garantia de funcionamento de creches de forma contínua, internação em UTIs, fornecimento de medicamento da farmácia de alto custo e outras incontáveis situações), além da informação acerca dos direitos elementares dessa vasta parcela da população é a materialização dos objetivos fundamentais da nossa Constituição Federal.

Pobre também tem direitos humanos, tem acesso a Justiça, e não só à Justiça Penal (leia-se cadeia), mas acesso amplo a todas as suas áreas. A Defensoria Pública é porta de entrada dos anseios dos excluídos.
___________________
Tânia Regina de Matos
Defensora Pública da Vara de Violência Doméstica e Execução penal de Várzea Grande, MT

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nossas mães africanas

Uma singela homenagem às mães negras do nosso País. Em 20 de Novembro comemora-se o dia de Zumbi de Palmares e eu nada postei sobre o assunto, mas como disse meu amigo Pedro Reis de Oliveira, presidente do Conselho Estadual da Promoção da Igualdade Racial de Mato Grosso, os eventos alusivos a referida data só terminam no dia 10/12. Então, no prazo! Aí vai: 


Eis aqui a escrava do Senhor, cumpra-se em mim segundo a sua
palavra.
Esta é a forma com a qual Maria, a mãe de Jesus, responde ao
mensageiro celeste que lhe vem anunciar a concepção da criança.
Estranho se posicionar como escrava quem foi escolhida para ser a
excelsa mãe de Jesus. Basta uma pequena reflexão, no entanto, para
verificarmos como a expressão está adequada.
Recordamos de tantas escravas, ao longo da História, que se
transformaram em auxiliares indispensáveis dos seus senhores.
Escravas cujos nomes acabaram associados aos seus próprios senhores.
No Brasil, lembramos das escravas africanas que serviram ao homem
branco. Muitas delas não somente carregaram o sinhozinho nos
braços mas o alimentaram com o próprio seio.
Tornaram-se suas segundas mães, acompanhando-os mesmo depois de
crescidos, na formação do novo lar, a atender-lhes os filhos, como
uma avó.
Avó de cor. Avó de amor.
Amas de leite que, por vezes, tinham seu próprio rebento afastado
dos braços, a fim de que sobrasse mais alimento dos seus seios para
o filho branco.
E, por não terem o seu bebê nos braços, por terem a saudade a lhes
magoar a alma, por sentirem falta do seu filhinho, drasticamente
afastado de seu carinho, dedicavam-se ao filho da alheia carne.
O filho do sinhô, o filho da sinhá.
Quem poderá esquecer como essas mães alimentaram, não somente o
corpo, mas a imaginação e a mente das crianças sob sua guarda?
Quantas histórias das suas longínquas terras, das tradições de
sua gente povoaram as noites daqueles meninos e meninas atentos, ao
redor do fogo, no terreiro...
Ou no aconchego da casa grande, ao pé do fogão.
Quantos mingaus, cozidos, temperos foram acrescentados ao cardápio
diário.
Aprendendo a língua de quem as tinha sob seus serviços,
introduziram palavras diferentes no vocabulário dos pequenos.
E para os acalmar, nas noites de medo, elas cantavam as melodias com
que foram elas próprias acalentadas em sua infância.
E, enquanto a saudade as consumia intimamente, também lembravam em
versos das riquezas de sua terra natal, de melodias, de danças, de
cantorias.
Recordavam dos dias de alegria, quando a liberdade lhes sorria e o
futuro era sonhado, nas tardes quentes e nas noites mornas.
Escravas mães. Mães escravas.
Benditas sejam por todos os cuidados dispensados ao homem branco, por
sua capacidade de amar o filho alheio.
Benditas sejam por sua grandeza, por sua dedicação, pela
contribuição à cultura do povo que as escravizou.
Que nunca esqueçamos o quanto devemos a essas criaturas pois se a
escravidão as mantinha presas a tarefas determinadas, foi de forma
voluntária que entregaram em holocausto ao amor o próprio
coração.

Fonte: Redação do Momento Espírita. 30.11.2011.