domingo, 31 de julho de 2011

É a vida que nos ocupa ou nós ocupamos a vida?

Meus amigos(as) estive de férias e ao abrir o jornal de hoje me deparei com o artigo abaixo. E é claro que fiz as minhas reflexões e gostaria de partilhá-lo com vocês. Como ainda estou em clima de férias rsrsrs eu conclui que eu estou ocupando a vida rsrsrs 


Por Bia Willcox

Quantas vezes nos pegamos reclamando do sem-número de coisas a fazer num único dia de 24 horas. As mulheres especialmente.
Mulher tem uma capacidade quase sobrenatural de se atribular - de açambarcar diferentes atribuições para si. Coisas de seu gênero.
Nós mulheres - alfa ou não - acordamos já preocupadas com o cardápio do almoço (mesmo quando não vamos comer em casa), com o bilhete da agenda escolar dos filhos, com aquela conta que não pagamos no dia certo, com o check-up médico que está atrasado e até com a vistoria do carro!
É um sem-fim de itens ocupando a nossa lista cerebral permanente! Isso gera ansiedade, mal-estar e culpa! Já houve vezes em que eu quis acordar no meio da noite pra anotar e-mails que eu deveria mandar e ligações que eu deveria fazer. Infelizmente, achei que abrir os olhos, acender o abajur e fazer anotações no meio da madrugada seria um surto quase psicótico, e tentei continuar a dormir. Equívoco. Talvez as anotações me tivessem servido como calmantes naturais ou mesmo ansiolíticos-tarja-preta e me tivessem feito dormir mais tranquilamente. Não anotei nada e não dormi mais.
Assumimos compromissos com a nossa família. Natural. Prometemos coisas aos filhos. Instintivo. Tentamos resolver "pepinos" de nossos pais e parentes queridos. Tentamos agilizar as coisas no trabalho, pois nos obrigamos a ser eficientes e a nos destacar no ambiente profissional sempre que possível. Mesmo quando fingimos não ligar, todas nós sabemos o quanto queremos o nosso reconhecimento e glória!
Já ia me esquecendo! Temos um compromisso irremediável com a sociedade! Por mais que digamos que não, de alguma maneira estamos comprometidas. Queremos dar aos filhos os gadgets modernos que eles nos pedem porque muitos de seus amigos já os têm ou porque viram propaganda na TV; queremos também comprar a bolsa, o sapato ou o relógio da moda, simplesmente porque os vimos em outras mulheres (em revista, internet ou pessoalmente) e adoramos! Em outras palavras, temos que ter tempo também para lutar pelos nossos objetos de desejo. Sem crítica nem sarcasmo. Somos mulheres vaidosas, mães que amam e querem satisfazer os desejos dos filhos e, sobretudo, somos humanas!
E tem mais! Temos uma casa pra administrar e um parceiro (considerando-se aqui a possibilidade de ser uma parceira!) para dividir nossas horas de lazer. Isso se nós não trabalharmos com os nossos parceiros na mesma empresa ou negócio, o que torna esse assunto ainda mais sério (mas isso é um capítulo à parte para uma outra ocasião!).
A administração da casa é tão fundamental que jamais imaginamos deixá-la para segundo plano. Fazemos compras, pagamos contas, orientamos empregados e idealizamos pequenas e grandes modificações e reformas. Além de organizar almoços, jantares e lanchinhos para amigos dos filhos! Sem falar nos hábitos femininos que tentamos manter como pintar cabelo, fazer unhas e depilar. Afinal, autoestima em dia é parte integrante do nosso equilíbrio físico e mental. Físico? Sim, temos que nos exercitar, nos manter em forma, pra saúde e pra aparência. Quando não o fazemos, carregamos a culpa do mundo! E assim seguimos com o nosso dia a dia.
E o parceiro, namorado, cônjuge ou seja lá o que for?

O nosso tombo é aqui. De todos os itens da nossa lista, dedicar um tempo ao romance, ao carinho, à parceria no lazer, ou à troca de experiências e aconselhamentos mútuos, deveria ser um item inadiável e irrevogável no dia ou ao menos na semana. No entanto, nós mulheres nos sobrecarregamos e deixamos "pra depois" , ou seja, deixamos pra segundo plano o momento do afeto, da manutenção da afinidade e da parceria cotidiana.

Vida afetiva não se adia.

Uma conta pode atrasar, um filho pode ir pra creche sem a orientação adequada na agenda, a casa pode ficar sem pó de café, a pesquisa de preço na internet pode ficar pra depois, o telefonema pro parente também pode esperar. Mas não o exercício do carinho e do amor compartilhado.
Esse momento aparentemente à toa, vendo televisão junto com seu parceiro, comentando um filme, tomando um vinho, rindo de bobagem ou mesmo jogando videogame juntos, pode render a nós mulheres mais leveza, mais saúde e até mais beleza!
Priorizar nossa lista de afazeres é um exercício fundamental. E reservar um tempo sagrado pra prática da carícia e do "ócio a dois" deve ficar no topo dessa lista, mesmo quando aparentemente esse tempo pode esperar.
Não podemos nos atribuir a um milhão de coisas atabalhoadamente sem ter tempo nem pra pensar no porquê de estarmos agindo assim. Ocupar nossas vidas de modo que inconscientemente não tenhamos tempo de questioná-la é delegar nossa felicidade ao cumprimento daquela nossa lista cerebral permanente. Não dá pra ser desse jeito. Simplesmente não dá.
A vida é que deve nos ocupar, na medida das nossas necessidades, mas também (e principalmente) das nossas preferências e prioridades.
A vida deve nos preencher com argumentos de felicidade, bem-estar e prazer. E é esse o objetivo que deve vir sempre nos cinco primeiros (pelo menos) itens de nossa lista.

Bia Willcox é publisher, palestrante, conferencista e diretora executiva da Editora Faces. E-mail: biawillcox@gmail.com

sexta-feira, 15 de julho de 2011

HOJE É DIA MUNDIAL DO HOMEM

Parabéns a todos os homens e principalmente para os meus seguidores do sexo masculino!
Tenho duas espécimes em casa e da melhor qualidade!
Meu filho e marido são uns amores...

Acho que mesmo não havendo um motivo especial como é o 8 de Março vocês também merecem ter um dia dedicado a vocês! Como nós temos o dia das Mães e o Dia Internacional da Mulher ( a primeira puramente comercial e a segunda em vias de se reduzir a isso), nada mais justo que vocês também tenham o Dia dos Pais e o Dia Mundial dos Homens.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Muita iniciativa e pouca acabativa

Por Prof. Luiz Marins

Por que somos tão criativos, inovadores, cheios de idéias e tão ruins em execução? Por que a rotina de cuidar dos detalhes, fazer a manutenção do que já existe, dar continuidade às coisas começadas, nos deixa tão entediados?

Sentimos um grande prazer em dar idéias novas e planejar e um enorme tédio em fazer, cuidar das coisas do hoje, do aqui e do agora. Estamos sempre olhando para o futuro e parece nos esquecermos de que o amanhã depende do hoje. Com o descaso pelo hoje, pelo detalhe, pela cuidadosa execução e manutenção do que existe, nunca construiremos o amanhã e seremos sempre o “País do futuro”.

Achamos que executar é uma coisa subalterna, para pessoas sem muita inteligência, puros obreiros. O bonito é criar, inovar, propor, discutir. Depois, nada acontece. As coisas simplesmente não são feitas, não têm continuidade, não têm manutenção, não vingam. Faltam pessoas dispostas a cuidar da rotina, do manter, do fazer todos os dias com dedicação e perseverança.

Nas empresas, vejo pessoas discutindo planos, projetos e idéias maravilhosas. Mas ninguém atende o cliente que está esperando ao telefone. Ninguém conserta o banheiro quebrado. Ninguém responde ao fornecedor que está precisando de melhores especificações para poder entregar o pedido da próxima semana. Ninguém faz a manutenção correta das máquinas que estão em uso há anos e ameaçam parar.

Daí, quando as coisas dão errado e o problema se torna insustentável, todos parecem tomar um susto. Comportam-se como se não soubessem que o problema iria ocorrer, mais cedo ou mais tarde. Fingem não saber que as coisas só acontecem, de fato, quando alguém arregaça as mangas e faz acontecer, cuida dos detalhes, enfim, executa. Vejo também que essas pessoas que fazem e querem que as coisas sejam feitas, mantidas, concluídas são, muitas vezes, taxadas de intolerantes, exigentes demais, detalhistas, chatas.

Minha sugestão é que você, em suas atividades pessoais e empresariais, comece a valorizar as pessoas que executam, que cuidam da manutenção do que existe, que dão atenção aos detalhes, que atendem bem os clientes, que começam e terminam suas tarefas dentro do prazo, enfim, os que fazem o dia-a-dia acontecer com qualidade. Valorize, enfim, aquelas que antes de pensar grande, fazem grande, fazem certo, fazem agora. As que além de criatividade e iniciativa, têm “acabativa”.

Pense nisso. Sucesso!

O Prof. Luiz Marins é antropólogo e foi eleito “Palestrante do Ano de 2006 – 9º Top of Mind”.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

ONU CITA A LEI MARIA DA PENHA COMO UMA DAS PIONEIRAS NO MUNDO NA DEFESA DOS DIREITOS DAS MULHERES

Um relatório sobre a situação das mulheres no mundo, divulgado nesta quarta-feira pela ONU, cita a Lei Maria da Penha, criada no Brasil para combater a violência doméstica, como uma das pioneiras no mundo na defesa dos direitos das mulheres.

A versão 2011/2012 do relatório Progresso das Mulheres no Mundo tem como foco o acesso da mulher à Justiça. O texto foi elaborado pela UN Women, entidade da ONU em favor da igualdade de gêneros e do fortalecimento da mulher.

Sancionada em 2006, a Lei Maria da Penha aumentou o rigor nas punições aplicadas em casos de violência doméstica. Ela impede, por exemplo, a aplicação de penas alternativas, além de possibilitar a prisão preventiva e a prisão em flagrante dos agressores.

A lei foi batizada a partir do caso da biofarmacêutica Maria da Penha Fernandes, que ficou paraplégica depois de sofrer duas tentativas de assassinato por parte de seu marido, o economista colombiano Marco Antonio Heredia Viveros.

O colombiano foi preso somente em 2002, depois de vários anos de recursos na Justiça e de uma decisão do Tribunal Interamericano de Direitos Humanos, instando o governo brasileiro a tomar medidas em relação ao caso.

Após passar 16 meses na prisão, Heredia passou ao regime semiaberto. Em 2007, o colombiano ganhou liberdade condicional. Atualmente, Maria da Penha atua na defesa dos direitos das mulheres.

"Identificando falhas ou mudando leis que violam princípios constitucionais ou os direitos humanos, tais casos (como o de Maria da Penha) podem motivar ações governamentais para prover aos cidadãos, garantir direitos iguais das minorias ou acabar com a discriminação", diz o relatório da ONU.

Delegacias da mulher

Além da Lei Maria da Penha, o relatório cita ainda a liderança do Brasil e da América Latina na criação de delegacias especiais para mulheres. O texto afirma que 13 países latinoamericanos e caribenhos possuem postos policiais especializados.

"O Brasil abriu a sua primeira delegacia da mulher em 1985, em São Paulo. Hoje existem 450 delegacias da mulher em todo o país. Elas ajudaram a aumentar a conscientização e levaram a uma alta nas denúncias de violência contra mulheres", diz o texto.

O relatório apresenta uma série de recomendações para fazer com que a Justiça funcione com mais eficiência em favor das mulheres. Entre elas, está o maior apoio às organizações femininas, a adoção de cotas para mulheres nos parlamentos, aumentar o número de mulheres na força policial e implementar programas de reparação voltadas para o gênero.

Segundo a diretora-executiva da UN Women e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, milhões de mulheres ainda vivem uma realidade de distância em relação à Justiça, apesar das garantias de igualdade atualmente disseminadas pelo mundo.

"(O relatório) mostra que, onde as leis e os sistemas judiciários funcionam bem, eles podem prover um mecanismo essencial para que as mulheres tenham concretizados os seus direitos humanos", afirma Bachelet no texto.