domingo, 25 de março de 2012

1.º Workshop Regional sobre Penas Alternativas

Ministério da Justiça
Brasília-DF

29 de março (quinta-feira)

MANHÃ

8h30 às 9h30: Credenciamento

9h30 às 10h00: Abertura

10h00 às 10h45:

Apresentação “A implementação do Sistema Nacional de

Alternativas Penais - Coordenação-Geral do Programa de Alternativas Penais -

CGPMA/DEPEN: Heloisa Adario

Grupo de Trabalho e Apoio ao Programa de Alternativas Penais:

Fabiana Costa – Promotora do DF

Pedro Strozemberg – Instituto ISER/RJ

Fabiana Leite – ex-Superintendente de Prevenção Criminal do Estado de

Minas Gerais

10h45 às 11h30:

Apresentação:

Fórum Nacional de Alternativas Penais: um mecanismo democrático

de participação e controle da política

Daniel Avelino: Secretaria Geral da Presidência da República

11h30 às 12h00:

Apresentação da metodologia de trabalho das oficinas:

Delson Damasceno - Chefe da Divisão de Projetos da Secretaria de

Planejamento do MPDFT

12h00 às 14h00: Almoço

TARDE

14h00 às 17h30: Oficinas de Trabalho – Eixo 1

Dia 30 de março (sexta-feira)

MANHÃ

9h00 às 12h30: Oficinas de Trabalho – Eixo 2

12h30 às 14h00: Almoço

TARDE

14h00 às 16h00: Encerramento

Apresentação de resumo dos trabalhos dos grupos

Encaminhamentos do Encontro Nacional de Alternativas Penais

sábado, 17 de março de 2012

CETRAP de Mato Grosso promove oficina sobre tráfico de pessoas



Confira a  Programação
Realização: CETRAP/MT
Apoio: Organização Internacional do Trabalho
                Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos
                Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande
                Policia Rodoviária Federal

Local: Auditório da Polícia Rodoviária Federal
Dia 29 de março de 2012
08h – Abertura
08h30 – Experiência sobre Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
Expositora: Daianny Cristine Silva - Especialista em Direito Constitucional, Assessora Jurídica do NETP-GO de 2008 a 2011, Assessora Administrativa da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Goiás.
                     
10h30 – Plenária

11h – Apresentação do Documento do CETRAP/MT – História, atuação e ações
Expositor: Profº Mestre Clóvis Vailant – UNEMAT/UNITRABALHO

12h – Almoço

13h30’ – Politica  Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas – Desafios e realidades
Expositora: Vera Araújo – Secretária Adjunta de Direitos Humanos/Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos
14h30´ -  Plenária

15h – Sociedade Civil no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
Expositor: Representante da Comissão de Justiça e Paz da CNBB/Pará

16h- Plenária

16h30´- Lanche e encerramento


Dia 30 de março de 2012

08h30`- Painel: Tráfico de Pessoas para fins de trabalho doméstico, Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas para fins de exploração sexual.
Expositores: Representantes da Organização Internacional do Trabalho

10h30 - Plenária

11h – Avaliação da Oficina e encaminhamento das atividades do CETRAP/MT.

terça-feira, 13 de março de 2012

Conselho Federal de Psicologia fala sobre a internação compulsória

É para refletir!

"Temos acompanhado recentemente a prática do envio de crianças e adolescentes de forma compulsória, portanto, involuntária, para instituições de internamento sob a justificativa de ser encaminhadas a um suposto tratamento da dependência de crack. Contudo, não se coloca em pauta algumas questões que são anteriores a esta intervenção, tais como:
Como essas crianças e adolescentes chegaram à condição de morar nas ruas e de dependência de drogas? O direito, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de receber proteção integral com prioridade absoluta foi garantido de fato a estas crianças e adolescentes?
Ora, se o tivesse sido, provavelmente, elas não estariam nesta condição de desfiliação social, pois, tal condição não foi produzida do dia para a noite e sim como resultante de longos anos de submissão a processos variados de exclusão social e de violação de direitos.
Sabe-se que cotidianamente crianças e adolescentes, no Brasil, são vítimas de violência, não têm seus direitos fundamentais concretizados em políticas públicas efetivas e parece que não estão sendo prioridade absoluta na agenda dos municípios, estados e governo federal.
Bem, acionar políticas emergenciais como esta de internar involuntariamente implica em atualizar modelos de intervenção amplamente criticados por profissionais, por pesquisadores na área de ciências humanas e sociais e pelos movimentos sociais, como o da Luta Antimanicomial. Desde a década de 40, no século XX, há denúncias da ineficácia da segregação em asilos e em equipamentos sociais de fechamento que acabavam funcionando como espaços de reclusão da miséria e da produção de estigmas e violência.
O correlato da internação era a tutela dos corpos aprisionados e não o cuidado integral e a garantia de cidadania. Assim, somos contrários a este tipo de ação de encaminhamento de crianças e adolescentes usuários de crack de maneira compulsória às instituições de isolamento sob a rubrica de tratamento.
Afirmamos os princípios de um cuidado em meio aberto, humanizado, com equipes multiprofissionais qualificadas, que tenham condições de trabalho dignas garantidas, no âmbito das políticas de saúde mental e coletiva e da assistência social, que operem por meio dos equipamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS e CAPS-AD), os Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializada em Assistência Social (CREAS), os projetos de redução de danos, a escola, o Programa Estratégia Saúde da Família, enfim, uma rede integrada e com investimento econômico adequado irá propiciar a materialidade das políticas de garantia de convivência familiar e comunitária às crianças e adolescentes.
Estas práticas deverão funcionar nos territórios de cidadania, atendendo com a devida atenção prevista nas leis de modo concreto não somente a questão de usuários de crack, mas em todas as frentes de atenção básica e especializada, sempre a partir dos princípios da Reforma Psiquiátrica.
Ainda, tendo em vista as notícias veiculadas pela imprensa relativas à possível decisão do governo federal de incluir as chamadas comunidades terapêuticas na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), o Conselho Federal de Psicologia lembra a IV Conferência Nacional de Saúde Mental que decidiu o contrário dessa proposta. E o fez reafirmando que o investimento público deve ser destinado à criação e ampliação da rede de serviços substitutivos e não a lugares e instituições com princípios e formas de atuação contrários à ética que sustenta a prática nos serviços substitutivos: a defesa dos direitos humanos, a liberdade e a inclusão dos usuários no território."
Veja o vídeo “Crack: Epidemia ou Sintoma?” produzido pelo Conselho Federal de Psicologia AQUI
Enviado por Shirley Macedo Gundim em 06 de março de 2012.

sábado, 3 de março de 2012

Obsessão contemporânea


 Li o artigo abaixo e gostei muito. 
Sou apreciadora de uma boa mesa e acho que comer é um dos melhores prazeres que existem no mundo! 
Já ouviram dizer que a arte alimenta a alma? Se for verdade, quero me fartar da culinária que além de nutrir a minha parte imaterial vai me encher de prazer!
E como estou em processo de evolução, sempre aprendendo, não me privavria de saborear um prato apetitoso e bem preparado só por causa de algumas calorias a mais.

A dependência de exercícios físicos é conhecida como
vigorexia (overtraining, em inglês), um transtorno no
qual as pessoas praticam exercícios de maneira contínua e
sem controle, quase como um fanatismo, com o intuito de obter o
corpo perfeito e sem se importarem com eventuais
consequências e/ou contra indicações médicas. Também
denominado Síndrome de Adônis, o termo denota uma
prevalência de homens acometidos por esta doença, mais
ainda do que as mulheres.
Pouco conhecida, a vigorexia deve ser tratada como uma
patologia, uma doença de ordem obsessivo-compulsiva tanto pela
obsessão com a musculatura para obter um corpo delineado e
definido, como pela ingestão deliberada e perigosa de substâncias que
aumentam a massa muscular revelando uma distorção da imagem
corporal. Neste sentido, mesmo não possuindo uma tipificação
específica, este transtorno pode ser considerado uma espécie de
Dismorfia Corporal também conhecida como Dismorfia Muscular. O
quadro mais abrangente é classificado como
Transtorno Dismórfico Corporal e possui como
características clínicas preocupações com defeitos
faciais e em outras partes do corpo, aspectos
estéticos e de aparência.
Não é por acaso que a anorexia está atrelada à
vigorexia, pois ambas possuem como denominador
comum esta percepção errônea do próprio corpo.
Enquanto os anoréxicos nunca se acham
suficientemente magros, os vigoréxicos não se
acham suficientemente musculosos. São
consideradas doenças narcísicas, ou seja, uma
supervalorização do corpo e da beleza, cuja
idealização e expectativa denunciam um padrão
imposto por uma sociedade fantasiosa e exigente.
Pessoas são influenciadas por modelos culturais atuais,
esportistas que querem obsessivamente chegar a ser melhores e uma
avalanche de informações vinda das grandes mídias reforçam esta
necessidade desenfreada de atingir o apogeu e a longevidade do
corpo. Vive-se a era da aceitação mútua através do majestoso. Bíceps
enormes, peitoral definido, panturrilhas grossas, cintura fina e
bumbum redondinho. Qualquer outra forma de estética que não esteja
em acordo com estes padrões de beleza são sumariamente descartados
e ignorados. Caso ainda não se obtenha o resultado desejado,
inúmeras cirurgias de silicone satisfazem este ideal e, diga-se de
passagem, sou a favor da cirurgia plástica e das próteses de silicone,
desde que não comprometam a saúde da pessoa.
As pessoas que frequentam academias não são vigoréxicas, mas
o abuso é sinal de um comportamento obsessivo. O agravante maior à
vigorexia acontece quando surge o consumo de esteroides e
anabolizantes, realidade de algumas academias e recomendações
irresponsáveis de alguns instrutores.
Associado à vigorexia e a anorexia, temos a ortorexia como outra
patologia cultural contemporânea que relaciona-se com os transtornos
alimentares. Consiste num exagero de dietas. É um quadro em que
existe uma preocupação exagerada com hábitos alimentares, no qual
as pessoas restringem-se a consumirem refeições nutritivas. A
semelhança com a vigorexia é justamente a obsessão, cujo desejo
torna-se tirânico quanto a um ideal a ser seguido.  A pesssoa cometida
pela ortorexia passa a ter um desagradável comportamento de
convencer as outras pessoas a adotarem a mesma dieta, ocasionando
dificuldades de relacionamento.
Em uma sociedade em que “a imagem vale mais que mil
palavras”, a vigorexia e a ortorexia são patologias contemporâneas,
alicerçadas em idealizações que quando não concretizadas acarretam
instabilidade e diminuição emocional. O imediatismo da beleza,
oculta e, sobretudo, aniquila o que deveria ser o principal referencial
da sociedade: independentemente das transformações e receitas
milagrosas, a essência das pessoas se preserva, sempre.

BRENO ROSOSTOLATO É PROFESSOR DE PSICOLOGIA DA FACULDADE
SANTA MARCELINA.