Para as palestrantes de plantão recomendo a exibição do filme "Leite e Ferro" que fala extamente da violência existente no cárcere. O documentário já foi exibido no festival de Paulínia. A presa Luana é o fio condutor da história. Falastrona, afetuosa, primeira namorada do Pixote retratado por Hector Babenco, cresceu na rua e diz ter conhecido grandes nomes do submundo do crime. Traficante desde os 10 anos, aos 14 teve sua primeira filha. Ao levar a criança ao hospital para tratar uma desidratação, conseguiu encontrar uma veia naquele corpo pequenino antes que todos os médicos. Como, perguntaram? “É que era viciada no pico”, responde ela, na chocante sequência inicial. Chocante, mas, ao mesmo tempo, engraçada, e o humor, por incrível que pareça, é um ingrediente essencial para o filme. Daquelas histórias sofridas de drogas – a maior parte da população carcerária feminina é relacionada ao tráfico –, surgem casos que, de tão incríveis, inspiram o riso, como a mãe que escondeu...