QUAL A JUSTIÇA QUE QUEREMOS?
Em meio a tantas denúncias ouve-se muitas críticas a respeito da liberdade dos delatores que são criminosos tanto quanto os denunciados, eis que estes corromperam. Parece que a sociedade não aceita bem essa “impunidade” concedida pelo sistema de justiça. Selma de Pereira Santana, integrante do Ministério Público da União e detentora de um vasto currículo em Ciências Criminais, sobre a justiça retributiva ensina no artigo “A reparação como conseqüência jurídico-penal autônoma do delito”, que: No que tange ao resultado, tal justiça foca primordialmente na prevenção geral e especial, buscando intimidar e punir o infrator.(...) Assim, é importante destacar que, seguindo o princípio da intervenção mínima, busca-se a tutela dos bens jurídicos mais relevantes. Porém, na prática, é notório um esquecimento ou até mesmo um afastamento dos princípios – como o da subsidiariedade da intervenção punitiva e o da defesa da eminente dignidade da pessoa. Esse visível retrocesso reafirma a tendência...