O PERIGO DOS MITOS VIVOS
“Aqueles mitos que serviram a sociedades antigas surgiram de encontros na experiência tribal coletiva e na privacidade do medo pessoal. A tendência de nosso ego de apoderar-se da imagem e mantê-la cativa de nossa pauta por segurança leva ao mais velho pecado da religião, o pecado da idolatria. O mistério vivo é reforçado num conceito, numa crença em vez de uma experiência, e perde o vigor do mistério. Então a pessoa é deixada somente com os artefatos da crença (que precisam ser repetidamente reforçados, como nos reavivamentos religiosos ou nas concentrações de torcida esportiva), mas não a experiência viva (se percebe na fala dos que se dizem cristãos: há julgamento em relação àqueles que têm vícios, por exemplo e além de defender o armamento da população). Embora tenhamos sofrido a perda dos velhos mitos tribais, em geral, não podemos manufaturar novos. Visões utópicas aparecem de tempos em tempos e nunca são bem-sucedidas no teste da vida real, porque vêm somen...