quinta-feira, 6 de março de 2008

Seu nome —Mulher


Sem lágrimas - cem lágrimas

Surpreendida ferida

Indignada sofrida

Erguida em chagas

Atenta desnorteada

Comparsa não destruída

Riso amplo peito aberto

Acredita se renova

Ora faz

Faz sem hora

Clama — justiça!

Suplica — paz!

Sonia Alcalde

"Estações do Eu", pág. 22

5 comentários:

Maria Fernanda disse...

Nossa! Que diferente.
bjs

Sahmany disse...

Oi amore mio!
Tem selinho pra tu lá em casa tá?
Beijos.

Tânia Defensora disse...

Oi Fê.
Foi o Oscar que mandou para mim.
Beijos

Tânia Defensora disse...

OI Sahmany!
Estou indo lá pegar.
Abs

Ana disse...

Esse poema demonstra todas as marcas das fases da mulher, tanto alegre, como dependente, como justa e com medo. Incrível forma de dizer tudo o que muitas vezes passamos e sentimos.
Parabéns Sonia