segunda-feira, 28 de julho de 2008

Depressão Pós Parto


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Todas as mulheres podem desenvolver depressão pós-parto o que acontece até o sexto mês após o nascimento da criança e com sintomas mais severos. Atinge por volta de 15% das mulheres. A mãe sente uma tristeza muito grande de caráter prolongado, sentimento de culpa, com baixa auto-estima e perda de sentido para a vida. Muitas vezes se acha incapaz de cuidar do seu bebê e passa a ter dificuldades de amamentá-lo e suprir suas necessidades básicas, não sendo capaz de cuidar dela própria também. Pode, em casos mais graves, tentar o suicídio, abandonar o bebê ou mesmo tentar matá-lo.

O ginecologista e obstetra Luiz Augusto Menechino já percebeu que a doença está mais relacionada a falta de apoio que a gestante tem do pai da criança e da própria família.

Acontece entre mulheres que planejaram a gravidez em menor número. Na verdade, as mais afetadas vivem dramas íntimos, rejeição, falta de apoio e carinho, além da precariedade financeira. Também pode acontecer entre pessoas que apresentam um quadro depressivo pregresso.

Sintomas - Alguns sintomas físicos podem ser observados como alterações gastrointestinais, intestino preso ou solto, boca ressecada, dores de cabeça, insônia, alterações de apetite e perda do interesse por sexo. É uma doença incapacitante que só se resolve com uso de medicações antidepressivas e com acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Geralmente, as mulheres não percebem que estão em depressão e que precisam de ajuda. A atenção da família aos sintomas.

A mãe pode ajudar a reduzir os sintomas, ao diminuir o ritmo e dar um tempo para se ajustar à nova vida. Como conseguir isso? Pedindo ajuda nos afazeres domésticos e nos cuidados com o bebê, conversar com amigos e familiares para redução das visitas, voltar aos poucos a fazer tudo o que fazia antes do bebê nascer que lhe trazia prazer, descansar sempre que possível e fazer exercícios como caminhar. Nos casos graves, é necessário acompanhamento psiquiátrico e psicológico. (RD)

5 comentários:

Sam disse...

Eu tive depressão quando Giorgio tinha um ano e pouco, foi dureza e creio que foi do cansaço de duas gestações e aleitamento longo de duas crianças em pouco tempo. É bem mais grave e preocupante do que parece aos olhos dos não-envolvidos, sabe?
Gostei do tema!
Boa semana. []s


P.S. Tem um meme para vc

Lola disse...

Oi, Tânia,
Algumas pessoas dzem que é frescura, com certeza, nunca conheceram alguém que passou por isso. Tenho uma conhecida que passou por isso, até hoje toma remédios.
Muitas mulheres passam por isso, mas, por se tratar de uma forma muito leve, nem sabem que tiveram...
Ótima postagem!
Beijos.

Rose disse...

Menina!!! Fiquei com tanto medo de sentir essa tal de depressão pos-parto...
Ainda bem que não.Mas sei de mulhres que até pensavam em jogar o bebê pela janela.
Um beijico, viu?

Sebastiana Gaíva disse...

Que maravilha, Taninha!...Esse tema é providencial, pois há muitas mulheres (até conhecidas nossas!) que já enfrentaram essa situação. Como você disse, é necessári a ajuda satisfatória, mediante acompanhamento de profissionais, para a orientação emocional adequada. Parabéns, querida! Besitos.

Mirian Martins disse...

Excelente tema e postagem!
Tem prêmio pra você no GenteSemSaude!
Boa semana!