quarta-feira, 2 de julho de 2008

Quando nasceu a construção da Imagem Esposa/Mãe virtuosa?


Lendo o livro Direitos Humanos das Mulheres, de autoria de Amini Haddad Campos e Lindinalva Rodrigues Corrêa, pág.30 e 31, Editora Juruá, consegui assimilar que esses papéis foram construídos por grandes pensadores:

“Apesar de não saber qual o momento histórico em que se descobriu o papel do homem na procriação, foi a partir dessa consciência que surgiu no homem a necessidade de controlar a fecundidade da mulher e, sobretudo, a legitimidade do filho, visto que este seria o herdeiro da terra, identificando-se, pois, aqui, um conceito de propriedade. A incerteza da paternidade deu origem às inúmeras estratégias formuladas para minimizá-la. Para Rousseau, o homem deveria ser capaz de controlar a conduta de sua esposa, porque é importante para ele assegurar-se que suas crianças, as quais ele é obrigado a reconhecer e manter, pertençam a ninguém mais senão a ele.

Nessa esteira de idéias, o filósofo e historiador escocês David Hume também reconhecia este aspecto problemático da identificação da paternidade; entendendo que o contrato de casamento não bastaria para garantir a paternidade real. Hume explica que se tornava então necessário – segundo ele, não com base na justiça, mas na utilidade dessa necessidade (sentimento de propriedade/posse), desenvolver na mulher o desejo não apenas de ter filhos, mas ao mesmo tempo tornar o sexo algo repulsivo para elas.”

Ainda bem que hoje temos o teste de DNA não é mesmo?

4 comentários:

Sahmany disse...

Ainda bem que esse tempo já passou, credo! Sexo repulso pra nós? E pra eles não né? Safadinhos!!!
kkkkkkkkkkkk
Beijos.

disse...

Ainda bem que tudo isso já passou, rsrsrs...
Tânia minha querida, tem um Mimo lá em casa para você e todos que eu amo, e os mais difíceis de amr também.
Beijos de boa semana e que Deus te abençoe junto aos seus!
Rô!

Maria Fernanda disse...

Olá querida,
viva a liberdade, graças a Deus esse tempo passou.
bjs

Malena disse...

No judaísmo,o filho só é judeu se a mãe tb for, pois à época não tinha exame de DNA, etc.

Vim aqui por ter visto teu nome no Síndrome de Estocolmo - sobre a carta de Belém - e gostei.

Abraços