sábado, 29 de novembro de 2008

SEXO COM PRESAS

Agentes carcerários são afastados

Dois agentes prisionais da Cadeia Pública de Vila Bela da Santíssima Trindade foram afastados da função por manterem relações sexuais com detentas. DGC e ARC são acusados de irem até uma das celas e fazerem sexo com duas das reeducandas. Um deles pagou a quantia de R$ 20 pelo "serviço" e o outro se comprometeu a pagar, o que não aconteceu.

O caso foi levado ao conhecimento do Ministério Público Estadual (MPE) que moveu uma ação civil pública e pediu à justiça que os servidores fossem afastados da função para não comprometerem a investigação do crime. A liminar foi concedida ontem e o juiz pediu que a Secretaria de Estado de Justiça (Sejusp) fosse notificada para o cumprimento imediato da determinação.

Os servidores são acusados de improbidade administrativa porque, segundo o MPE, violaram os princípios do serviço público que são a legalidade, moralidade, probidade e eficiência.

Os dois iam até a cela das reeducandas com freqüência, durante a noite, e foram descobertos devido a um equívoco. Uma noite, ARC foi na cela e começou a acariciar uma das detenta. Ele confundiu a mulher com a presa com quem costumava ter relações sexuais. A vítima ficou assustada e se opôs as investidas do agente.

Ela falou ao servidor que deveria parar de tocá-la e argumentou que ele estava pegando na pessoa errada. A mulher começou a chorar e o fato chegou ao conhecimento da diretora da Cadeia.

A responsável pela instituição chamou as ocupantes da cela para conversar. Todas foram encaminhadas para a direção e durante o encontro, elas confirmaram que os agentes sempre visitavam o espaço e pagavam para ter relações sexuais com 2 das detentas, que confirmaram o acontecido.

O MPE foi acionado pela diretora e pediu o afastamento dos funcionários porque os réus, caso sejam mantidos no cargo, podem influenciar as testemunhas e dificultar o recolhimento de provas, inibindo as demais detentas de relatarem o que viram.

Outro argumento utilizado no pedido foi de que existe fortes indícios da participação dos servidores nos atos de improbidade, além de que eles aproveitaram-se do cargo para sujeitar as presas a prostituição.

Mesmo afastados, os agentes continuarão a receber o salário normalmente. Os acusados também foram notificados a apresentar a defesa prévia, pois a ação é acompanhada de um processo civil.

Fonte:www.gazetadigital.com.br


Não é a primeira vez que isso acontece em Mato Grosso. Em 2005 um cabo da Polícia Militar quatro agentes prisionais e um policial civil forão presos acusados de estupro a duas detentas na cadeia pública de Juína.

A investigação teve início após uma detenta ter denunciado ao Ministério Público que vinha sendo violentada. Polícia Militar, Civil, Grupo de Atuação ao Combate ao Crime Organizado (Gaeco) trabalharam para que as prisões fossem realizadas.

Uma dessas presas eu conheci no presídio. Ela é acusada de ser co-autora de um homicídio. O outro acusado (homem) já está solto.

O mais triste nesse episódio é que essa presa, repito: vítima de estupro, teve que ser transferida por questão de segurança para o presídio de Cuiabá e acabou perdendo o contato com sua filha (na época tinha dois anos), pois, ficou num lar para crianças numa cidade próxima de Juína.

Três anos se passaram ela continua presa, sem julgamento e sem qualquer contato com sua filha. Há um processo de perda do pátrio poder contra a presa em andamento na comarca onde a criança está abrigada, pois, uma família tem interesse em adotá-la.

O pior: os acusados de estupro já estão soltos.

Se coloquem no lugar dessa mulher, será que ela tem alguma noção de Justiça depois de tudo isso?


3 comentários:

luzdeluma disse...

Tânia, essa mulher nao espera nada da justiça, acredito eu. Bom fim de semana! Beijus

Maria Fernanda disse...

Que coisa menina, como vive uma mulher dessa....
bjs

Cris disse...

Estuprada 3 vezes, Tânia : pelo homem , pela justiça e pela vida.

beijão, querida