segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

MULHERES DESCOBREM SUA IMPORTÂNCIA NA RELAÇÃO A DOIS


Por Kadhine Novaczyk

Além de realizar atividades que normalmente são exercidas por homens e enfrentar um mercado de trabalho competitivo, as mulheres assumem também a responsabilidade de manter um bom relacionamento familiar. Isso inclui desde imaginar alternativas para "apimentar" o relacionamento até levar os maridos a procurarem um especialista quando algo está errado com seu desempenho sexual, tarefa não muito fácil por conta do ainda existente machismo.

"O que tenho observado na vida das mulheres "pós feminino" é o acréscimo de funções, de tarefas e um alto índice de estresse. É preciso ter cuidado para fazer as coisas por desejo pessoal e não para competir com o homem ou por querer seguir o modelo masculino", observa a terapeuta sexual Ireniza Canavarros. Quando a mulher abre mão do seu sonho em nome de outra pessoa aí planta-se a a frustração.

"Percebo atualmente, um número enorme de casais que estão juntos por diferenças estruturais de personalidade, como o egoísta e a generosa. São pessoas que buscam insistentemente um pai ou mãe em relações afetivas", diz. Quando a relação afetiva é saudável não ocorre abusos, as trocas são equilibradas, ninguém precisa cobrar ninguém, pois ambos estão muito afim de compartilhar para multiplicar e não para simplesmente dividir tarefas.

"A mulher naturalmente é mais detalhista que o homem. Digo, a menina que brincou muito de boneca, de casinha e viu a mãe trabalhar fora e realizada consegue equilibrar melhor casa, si mesma, trabalho, filhos, casal, amizades, pais. Lembrando que algumas pessoas têm facilidade de organização e definem melhor suas prioridades".

Esse tipo de mulher, que define melhor seus objetivos e sabe trabalhar com equilíbrio em sua vida, que age com um lado mais feminino, acabam ajudando até mesmo seus parceiros na hora das dificuldades sexuais. Algo que até pouco tempo atrás era praticamente proibido, tanto pela vergonha e constrangimento de ambas as partes. "A mulher feminina tem a característica de aglutinar as pessoas. Levar a paz, analisar, pensar junto, resolver questões. A intuição é de grande auxílio. Ela gosta de cuidar de si e dos outros de forma leve, tranquila. Já a mulher-feminista é competitiva. E a mulher moderna procura ser mais prática e geralmente não gosta do trabalho do lar", define Ireniza.

A mulher feminina consegue equilibrar os opostos porque despende menos energia em competições. Assim, elas podem ter mais facilidade para ajudar o companheiro em questões sexuais. Como foi o caso de Lúcia, 33. Ela está casada há 7 anos e percebeu que depois de um tempo o sexo já não era mais a mesma coisa. "Ele estava sempre desanimado, cansado, até que chegou um momento que não conseguia mais manter a ereção. Nas duas primeiras vezes eu disse para ele não se preocupar, pois sabia que era estressante no trabalho", conta. "O grande problema era que já não fazíamos amor com tanta freqüência. Uma vez a cada 15 dias e olhe lá", brinca. "E quando parecia que ia rolar alguma coisa, a tal da ereção escapulia. Foi aí que comecei a me preocupar. Inicialmente, brigamos por causa disso, quer dizer, eu briguei com ele porque achei que estava me traindo, que não sentia mais atração por mim, fiquei magoada", admite. Mas segundo Lúcia, o marido jurava que não era nada disso e pediu desculpas a ela incessantemente. Até que eles resolveram tirar um bom tempo para conversar sobre o assunto.

Lúcia acabou descobrindo que o marido estava preocupado demais em tentar agradá-la na cama. "Ele admitiu que pensava que não era bom o suficiente, que não conseguia me satisfazer como deveria. Aquilo tocou meu coração. Realmente, nem sempre as coisas eram boas, e eu naturalmente falava para ele de vez em quando, sem agressividade, é claro. Acho que isso acabou traumatizando-o", diz. "Tentamos algumas coisas para ver se o clima voltava, mas depois de três tentativas sem sucesso, sentamos para conversar novamente e foi então que eu sugeri a busca por um profissional, um terapeuta sexual. Ele não gostou nada da idéia, mas acabou cedendo".

Ireniza vê uma situação bastante desconfortável em relação à sexualidade. O principal fator que a psicologia descobriu neste sentido é a necessidade de orientar as crianças respondendo suas perguntas simples e sábias sobre de onde viemos e como. Isso ajuda em nossa maturidade sexual futura. "A sensualidade é individual, exclusiva. Essa questão de ter manual de instrução é muito brutal. Casal que realmente é saudável não tem problema sexual, então não ocorre DR (discutir a relação dia após dia)", diz.

Os homens foram programados para nunca falhar, para proteger, comandar. Eles sofrem calados. Mas a função básica da mulher é tornar o mundo mais belo. Há realmente uma facilidade em observar detalhes, agir para trazer bem estar em volta de si. Por isso elas conseguem falar dos sentimentos e dependendo do modo como abordam o parceiro, permitem que ele abra um canal. "O diálogo é tudo. Casais que se escolhem com base no afeto conseguem resolver com maior eficácia os obstáculos que a vida naturalmente traz", afirma.

"A qualidade do relacionamento sexual está diretamente ligada à qualidade da vida como um todo. Quem tem boa saúde física, psíquica e espiritual relaciona-se melhor em tudo. O que aconteceu com a mulher foi a busca de auto-conhecimento que é fundamental para a auto-estima. A mulher cresceu muito através da busca interior", argumenta. E agora elas estão auxiliando os homens a crescerem também, inclusive em assunto que nem se imaginava, como o sexo. (*O nome de Lúcia foi trocado a pedido dela)

Fonte: www.gazetadigital.com.br

3 comentários:

Paula Calixto disse...

Que bom que encontrei seu blogue!

Há algum tempo escrevi algo sobre o componente primordial que compõe a essência feminina: o Amor. Na visão de Platão reformulada por Lacan. E não é que é verdade: "A mulher não existe." Este é nosso maior elogio!

Somos seres sublimares. Para além da compreensão tão rudimentar masculina, como bem explicitado por Alberoni em "O Erotismo".

Por isso, talvez, acordar às 4 da matina, já exercendo os papéis de mãe-companheira-filha-profissional e enfrentar 4 turnos de jornada diária não nos seja tão catastrófico quanto a um homem em seu primeiro emprego "dar-duro".

Eles que têm O "duro", mas nós é que damos função a este![risos]

Beijos.

disse...

Minha querida Tânia,



Viver é belo

Viver é belo e mais belo ainda
quando se tem saúde e dinheiro,
quando nos sentimos amados
e quando amamos alguém
assim é belo viver.

Porém quando a saúde
se vai debilitando
quando o dinheiro começa a escassear,
quando deixamos de nos sentir amados
quando a tristeza nos invade
e perdemos o interesse de viver
existe apenas uma pessoa
que nos pode confortar com seu amor
essa pessoa é Deus.

Quer tenha-mos saúde ou não,
sejamos ricos ou pobres
Ele nunca nos abandonará
nunca nos desprezará
porque seu Amor é infinito.

Como tal continuar a viver é belo,
e é belo porquê?
Porque nos sentimos
Amados por Deus
porque nos sentimos
amparados por Ele
e um dia para Seu Reino partiremos,
e lá a vida continuará a ser bela,
e é belo poder viver
na Graça de Deus.

Obrigada por caminhar junto a mim nesse ano que termina e que em 2009 estamos juntas novamente!
Que Deus te abençoe!
Rô!

Eliana Gerânio Honório disse...

Taninha

Beijão!