segunda-feira, 5 de outubro de 2009

MISS IMPERFEITA

Isso sim é liberdade! Isso sim é independência!
Boa semana amigas!
(Texto na Revista do Jornal O Globo)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros....

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias..

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário..

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas..

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

3 comentários:

Rose disse...

Ganhei esse mail, linnnnnnndo!
Taninha querida, que seja simples e divertida sua passagem por aqui em BH.
Arrepare bem as montanhas que rodeam minha cidade querida, se der vá ao mercado central sentir o cheiro das coisinhas mineiras, delicie com os queijos...rsrsrsrsrsr.
Um grande beijo bem estalado.
Smmmmmac!!!

Alianna disse...

Olá,

sou Alianna Cardoso, acadêmica do curso de direito da Universidade do Estado de Mato Grosso, estou desenvolvendo uma pesquisa individual, que futuramente servirá de base para um artigo científico que pretendo enviar para o 5.º prêmio Construindo a Igualdade de Gênero realizado pelo Cnpq e pela Secretaria Especial de Política para as Mulheres.

Confesso que estou sozinha nessa, contando apenas com meu orientador Prof. Msc. Clementino Nogueiro de Sousa.

Andei dando uma olhada na cartilha que foi produzida pelo projeto e gostaria de saber se vocês não poderiam me auxliar nessa empreitada, mesmo que na distância.

Estou muito ansiosa por produzir um material de qualidade e concorrer em pé de igualdade com os outros artigos enviados, quero que minha pesquisa se baseie no Projeto Questão de Gênero, até porque ele tem servido de modelo para os outros estados, transformando MT em um estado militante no combate à violência feminina.

Por gentileza, gostaria de obter resposta, e gostaria também de obter auxílio do MP para contribuir na pesqusia com os dados que puderem ser passados.

Grata,

Alianna Cardoso

P.S-> tendo em vista o fato de que o prazo máximo para envio é 20/11, o tempo é curto, e gostaria de receber resposta desse e-mail o quanto antes.

Espero que mantenhamos contato.
MEU E-MAIL É alianna.cardoso@hotmail.com
a propósito PARABÉNS PELA ATITUDE
EU TAMBÉM QUERO CONTRIBUIR

A luita para manter o corpo em forma disse...

olá, Dra Tânia, eu Fabiano de Oliveira Bento, moro no municipio de Confresa MT, na Zona rural com meu pai, Carlos Antonio Bento, meu pai tem uma pequena chacara aqui no municipio, onde que ele criou seus três filhos, meu pai ja mora aqui á mais de 20 anos, que ele detem a possi da sua chacara, mais ele não tem escritura dela, e isto tem nus privado de ter aceso aos ensentivos do governo porque meu pai não tem o titulo da terra, pois meu pai tira todos o seu sustento para sobreviver da produção da sua chacara, com atividade de criação de gado, plantção de mandioca, hortalista, milho, Arroz, e tiração de leite, pois toda a familia depente muito desta produção. mais ultimamente isto tem cada dia ficado mais dificil de desenvolver esta adividade sem apoio e ajuda de creditos encentivos, meu pai ja esta com 50 anos, ele é analfabeto, pois ele nunca teve um esclarecimento como ele pode legalizar sua propriedade, então atraves de amigos eu resolvi escrever para nobrissima Dra, para nos dar mais esclarecimento como podemos esta regularizando esta propriedade, que a familia tanto depende para mora e viver com dignidade! deis de já meu muito obrigado pela sua atenção!!

ass; fabiano de oliveira bento
e-mail; fa.bento@hotmail.com