quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O que fazer quando os seus vizinhos acham que só outros incomodam?

Esta é uma pergunta que tenho feito desde o mês de Dezembro, quando tive que doar o cachorro do meu filho para uma amiga.
A história é a seguinte: meu filho de 7 anos há algum tempo vinha pedindo para ter um cãozinho. Sempre resisti porque jamais tive apreço por animais domésticos. Ocorre que quando você tem filhos, acaba cedendo ou pelo menos tenta realizar as fantasias deles na medida do possível (aprendi isso lendo Como falar para seu filho ouvir e como ouvir para seu filho falar, de Adele Faber). 
Depois de muita aporrinhação comprei um teckel. Quando o adquiri era bebê e o latido quase não se ouvia. O veterinário disse que o animal era calmo e não daria maiores trabalhos. Nunca tinha tido bichos antes...acreditei...
Moro num condomínio de 14 casas, onde todas possuem a mesma área, ou seja, 93 metros quadrados, sem quintal, com apenas um jardim na frente. 
Combinei com meu filho que o Big, esse foi o nome que ele escolheu, ficaria na parte externa da residência (lateral e fundos). Nada de cachorro dentro de casa.
Logo no primeiro dia o animal fez xixi e cocô fora da fralda (a boba aqui comprou uma, e um "pipi dog" - um líquido cuja função é adestrar o cão a fazer as necessidades sempre no mesmo local). E é claro que não funcionou... meu filho foi limpar... com água mineral... gastou um garrafão inteiro e eu ainda tive que lavar toda área.
Bom, o tempo foi passando, os primeiros dias foram estressantes, (para mim), pois, meu filho estava feliz da vida.
O cachorro era solto de vez em quando para brincar na rua do condomínio e nessas ocasiões delimitava seu território  no meu jardim e no dos vizinhos também. As primeiras reclamações começaram a aparecer. 
Para minorar a situação, ensinei meu filho, que na época ainda contava com 6 anos, a recolher a sujeira do bichinho. Ele aprendeu...
Big foi crescendo e o latido começou a ficar mais forte. O vizinho do lado que gosta de dormir até mais tarde passou a reclamar com frequência. A da frente, que tem uma gata, também começou a reclamar do Big, pois, este corria atrás dela. Outros reclamavam que ele estava estragando o jardim... 
Enfim... para respeitar o sossego dos outros, doei o cachorro para uma amiga que já possuia outros bichos. Tentei convencer meu filho que foi melhor para o cachorro que passaria a viver numa casa com quintal.
Ele jamais aceitou, dizia que os outros vizinhos continuavam com seus animais... que o miado da gata também o incomodava e que o  cachorro da frente, apesar de não latir, vinha fazer xixi no nosso jardim...chorando reclamava que não era justo só ele ter que se desfazer de seu animal.
Não concordei com ele, mas vejo que desde pequeno, meu filho tem senso de justiça. De fato o cachorro dele incomodava mais do que os outros, mas a maioria dos meus vizinhos infringe as regras do condomínio e não tem autocrítica. 
Na próxima reunião de condomínio vou dizer tudo que me incomoda. Agora, que eu não tenho motivos para me acusarem, eu posso. Durmo com a consciência tranquila e tento até hoje passar esse ensinamento para o meu filho.

8 comentários:

Rose disse...

AMORECODAMINHAVIDAVIRTUAL!!!!!!!!
Saudades daqui tbm, passso mas sem deixar rastros...srsrsrsr
Li e tremi...De raiva.
Vá, na reunião "solte os cachorros"...srsrsrsrsrFale tudo que acha justo e certo.Bote a boca no trombone.
Sacanagem com o téo.
quer dizer que a gata continua lá, né?Humf!!!!
Não suma da minha vida.
Bjs mil.

Rose disse...

Tania, sem sua autorização fiz um post sobre seu post.
Achei conveniente e não adianta me processar, viu?
rsrsrsrsrsr.

Ivana Lima Regis disse...

Oi, Tânia! Chata essa estória toda...
Sempre gostei de animais e, quando era pequena, morava em Campos, numa casa grande, com quintal, e tinha uma cachorrinha.
Aos 6 anos, mudamos para Curitiba e passamos a morar em apartamento. Foi uma luta me convencer a deixar a Kitty pra trás... Nunca me esqueci dela!
Desde então, passamos a morar em apto e minha mãe nunca permitiu animais.
Resultado: logo que sai de casa e vim pra Campinas, comprei um beagle - Lucky. Depois, vieram mais dois... rottweilers - Homer e Tila. E por ai vai... Minha casa tem uma área grande pra eles e, apesar dos contratempos, não consigo me imaginar sem cachorros. Já pensou?
Então, é o seguinte: Diz pro seu filho não ficar triste não. Quando ele crescer, vai poder ter quantos cachorros ele quiser!!!
Um beijão!

Jeanne disse...

No condomínio onde moro tem MUITOS cachorros e gatos e todos convivem harmoniosamente graças a Deus.
Onde morava antes, o síndico colocou na justiça todos os condôminos que tinham animais porque nos recusamos a nos desfazer deles.
Ganhamos a causa, ainda bem.
Claro que os animais tem seus inconvenientes, mas quem gosta, tem que ter paciencia com os animais dos outros, não é mesmo?
Beijos

Inaie disse...

querida, voce conhece o cavalier king charles spaniel? da um google nessa raca.

Esse caozinho e pequeno, fofissimo, NAO LATE e tem energia para se exercitar s evoce quiser, mas nao precisa de exercicio.

a minha passa o dia deitada no sofa, na maior moleza.

Minha filha aprendeu a cuidar dos outros, a ter mais responsabilidade e a ser mais amorosa, com a vinda da Mia para a nossa vida.

:-)

Os cav nao sao caes de rua, eles sao caes de dentro de casa.

Cirilo Vargas disse...

Que dureza, Tânia! Sei como é complicada a situação porque sempre tive cachorro em apartamento. No meu caso ninguém nunca tomou atitude mais séria porque quase todos os moradores também têm os seus bichinhos que latem, mordem, sujam, etc.
Um abraço.

Tânia Defensora disse...

Obrigado amigos pelas sugestões deixadas.
Vocês me ajudaram bastante.
Abraços

•松 disse...

Caramba, parabéns ao seu filho, ele é muito esperto.
E eu sinto muito por você, porque eu também tenho vizinhos CHATOS.

"...o miado da gata também o incomodava e que o cachorro da frente, apesar de não latir, vinha fazer xixi no nosso jardim...chorando reclamava que não era justo só ele ter que se desfazer de seu animal."

E ele tem plena razão!
Esponha o ponto de vista dele, aos outros vizinhos, se não existe nenhuma regra relacionada a proíbição de animais no condominío, não vejo porque deve-se abrir uma excessão somente a vocês.

Tanto o seu filho quanto o Big tem sentimentos e que acima de tudo, devem ser levados em consideração. Muitas ações que ocorrem na infância de uma criança influenciam no futuro dela.
Além do mais, seria uma ótima hora para lhe ensinar sobre "justiça", algo que está em carência nesse mundo.