terça-feira, 22 de janeiro de 2013

BOLSA PRESO


Gente: cada preso custará 2.700,00 para o Estado de Minas Gerais numa parceria público-privada. E ainda estão achando vantajoso já que normalmente o custo de um presídio administrado pelo próprio Estado é de 2.800,00. Vamos combinar, se não fosse tão absurdo e utópico saíria mais barato criar o "bolsa preso", o preso se comprometeria em não praticar mais crimes e receberia 700,00 do Governo para ficar na sua própria casa. A economia seria de R$ 2.000,00 por cada preso. Esse dinheiro daria para investir em educação, tratamento de drogados e outras áreas. Leiam para vocês entenderem:
Texto de ALEX RODRIGUES BRASÍLIA/ABR

Minas Gerais inaugurou na última sexta-feira (18) o primeiro complexo penitenciário do Brasil construído e administrado por empresas particulares. Anunciado pelo governo mineiro como resultado de um “modelo inédito de parceria público-privada (PPP)” na América Latina, o complexo está localizado em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, com custo de R$ 280 milhões a cargo do grupo responsável pelo complexo. A cifra investida contempla também o treinamento e a capacitação dos monitores, que serão contratados pelo consórcio. Pelo projeto original, o Complexo Penitenciário Público-Privado terá capacidade para receber 3.040 detentos do sexo masculino. A primeira das cinco unidades já está pronta. A previsão é que as quatro restantes sejam concluídas até dezembro deste ano. Ontem, os primeiros dos 608 presos do regime fechado que ocuparão a Unidade começaram a ser transferidos, sob um esquema especial de segurança. De acordo com a Secretaria Estadual de Defesa Social, o governo mineiro se inspirou na experiência de outros países, como a Inglaterra, para assinar a parceria com o
consórcio Gestores Prisionais Associados (GPA), ganhador da licitação em 2008. Ainda segundo a secretaria, as cinco empresas que compõem o consórcio (CCI Construções, Construtora Augusto Velloso, Empresa Tejofran de Saneamento e Serviços Ltda, N.F Motta Construções e Comércio e Instituto Nacional de Administração Prisional) têm comprovada experiência na construção e administração de presídios, dispondo da “mais alta tecnologia de segurança”. Além de construir a penitenciária, o consórcio vai administrar pelos próximos 25 anos e vai receber, por cada preso, R$ 2,7 mil mensais. O custo médio por detentos de outras unidades prisionais é R$ 2,8 mil, de acordo com a secretaria. Em contrapartida, o consórcio terá que atender a indicadores de desempenho definidos pelo governo estadual, entre eles, impedimento de fugas e rebeliões. Em eventual ocorrência de um desses casos, o valor pago ao consórcio sofrerá desconto.

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