terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

QUEM COMPRA CELULAR PARA CRIANÇA PRATICA O CONSUMO CONSCIENTE?


Ontem fiquei muito preocupada com a educação que estou tentando dar para o meu filho. Logo que ele entrou no carro após a saída da escola, ele me disse:

_ Mãe só tem duas pessoas na minha sala que não tem celular.
_ É?
_ Minha professora e eu...
_Como você descobriu isso?
_ Eu contei para eles que nas férias eu tinha pego uma tatuíra nas mãos e aí todos acessaram a rede pelo celular ou no tablet para pesquisar porque não sabiam o que era.

Meu  filho tem apenas 9 anos, estuda o 4.º ano num colégio adventista e confesso que quase entrei em crise existencial quando ouvi aquilo. 

Ele ainda não tem computador no seu quarto. Recentemente mandei fazer um móvel apropriado para receber o equipamento porque sempre entendi que infância é uma época em que a criança deve pular, correr, nadar, andar de bicicleta, quando muito jogar video game.

Sempre tive receio de que ele começasse a teclar antes de aprender a ler e a escrever corretamente. Já tive estagiários que mal sabiam redigir um simples texto, sem contar os vícios de escrita que adquiriram com o uso do msn: "naum", abreviaturas inexistentes como "vc" e outras coisas do gênero.

Houve um período que ele insistiu muito para que o presenteasse com um aparelho de celular, pois, seu melhor amigo, vizinho do condomínio onde morávamos, tinha acabado de ganhar um. Tive várias conversas com ele e o meu maior argumento era: você não precisa disso para ser feliz.

Tanto eu como meu marido não somos fissurados por eletroeletrônicos e equipamentos de alta tecnologia. É claro que temos notebooks e aparelhos de celular, mas não ficamos aguardando ansiosamente novos modelos serem lançados para trocar os antigos. Tem um detalhe: nem eu e nem meu marido trabalhamos diretamente com esse ramo.

Estou avaliando essa situação e ainda não sei se todos os outros pais estão certos e somente eu e meu marido estamos errados... 

Antes de consumir qualquer produto, procuro verificar a real necessidade dele na minha vida e na dos meus familiares. Frequentemente faço 3 perguntas: eu preciso? Eu tenho dinheiro? Eu posso esperar? Normalmente se respondo sim para a última pergunta, eu não compro.

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