domingo, 1 de setembro de 2013

Estatísticas estão revelando o rápido avanço do crack e entre as mulheres de São Paulo





ELAINE PATRICIA CRUZ SÃO PAULO
fonte: a gazeta

Nos últimos quatro anos, mudou o perfil das mulheres dependentes químicas, que procuram tratamento no ambulatório do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Se antes as mulheres que procuravam tratamento no Programa da Mulher Dependente Química (Promud) eram em maior número de dependentes de álcool, hoje a maioria é de mulheres dependentes em drogas ilícitas.

Entre 1996, quando o Promud começou a funcionar, até 2008, 60% dos casos atendidos no programa correspondiam a mulheres alcoólatras e 40% eram dependentes de drogas. No entanto, a partir de 2009, o número foi invertido: 60% dos casos passaram a representar mulheres dependentes de cocaína e crack e o alcoolismo passou a somar 40% dos atendimentos. 

O estudo, que está em andamento e deverá ser divulgado em outubro, durante o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em Curitiba, mostra que houve mudança na faixa etária das mulheres que buscam tratamento, com aumento de dependência das mulheres acima de 30 anos, o que era raro.

“O que temos percebido nos últimos quatro anos é uma mudança no perfil das mulheres. Quando começamos no Promud, as pacientes eram 60% dependentes de álcool e mais velhas, entre 40 anos e 50 anos, e as demais 40% eram muito mais jovens, em torno de 20 anos, dependentes de cocaína.

Nos últimos anos, mais de 50% das mulheres que chegaram [no Promud] têm acima dos 30 anos”, disse Patricia Hochgraf, médica-assistente e coordenadora do Promud. Segundo Patricia, o Promud não tem respostas sobre o que provocou a mudança. “Temos hipóteses. Observamos que aumentou muito a oferta de droga. É mais fácil achar crack”, diz.

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