Águas valsantes, em compassos osculante pela orla,
De convidada pororoca, com asas, vã da imaginação.
Relutantemente como o sol refletida em tua porta
Expõe-se expostas curvas, causando admiração.
Arari portal das águas, rumo ao contemplar
D' um espelho refletido, em canções de paciência.
Voa-se de balsas à cabotagem, para de jangadas espiar,
E enaltecer o reluzir da vida, com o deslumbro da ciência.
Perimirim, Barreiros, Flexeiras ou no Curral da Igreja,
Pântanos, que agregar-se, de uma visão de esmero
Em rimas de contemplação, desde onde esteja.
Arari pleiante, lhe abraça cantante sabiamente.
Portal das águas, que te enfeita, e doce brilha a mim
Deslumbrante e navegante, com o nome de rio Mearim.
Autoria: José Maria Souza Costa
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