sábado, 10 de maio de 2014

CARTA A MINHA MÃE


Quis visitar-te o anônimo jazigo

Em que a humildade em paz se nos revela, 
Contemplo a cruz, antiga sentinela
Erguida ao lado de um cipreste amigo.
Busco a memoria e vejo-te comigo;
Estamos sob o verde de aquarela, 
Teu sorriso na túnica singela
É a luz brilhando neste doce abrigo.
Recordo o ouro, Mãe, que não quiseste,
Subindo para os sóis do Lar Celeste
Para ensinar as trilhas da ascensão.
Venho falar-te, em prece enternecida
Do amor imenso que me deste à  vida
Nas saudades sem fim do coração.  
(Soneto de Auta de Souza - por Chico Xavier em 1989)

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