terça-feira, 30 de setembro de 2014

Comunidade Terapêutica "Valorizando a Vida"

Estive hoje pela manhã visitando uma CT particular que fica na estrada de Santo Antônio a convite da minha amiga e proprietária do local. 

Tive uma boa impressão, primeiro porque é aberta, ou seja, se o dependente não quiser permanecer ali, ele tem todo o direito e facilidade de ir embora. Passa ônibus bem pertinho.

Conheci Dirce Gomes da Guia Taques quando contratei os serviços de uma empresa de cuidadores para atender minha mãe, portadora de mal de Alzheimer. A empatia entre nós foi instantânea. Ela foi enviada pela empresa para prestar serviços de enfermagem durante alguns finais de semana. 

Já naquela ocasião me confidenciou que gostaria muito de montar uma clínica para oferecer tratamento a adictos. Passado alguns meses após o falecimento de minha mãe, recebi um telefonema dela dizendo que havia começado seu projeto e que estava organizando a festa de natal para os seus hóspedes.

Atuando durante oito anos junto a Vara de Violência Doméstica e Familiar, percebi que o maior problema das vítimas que por ali passavam era de dependência química de alguém da família.

E na Execução Penal não era diferente. Cansei de ouvir a mesma frase inúmeras vezes: _ "o problema do meu filho é a droga, se ele não parar de usar ele vai voltar para cadeia."

Estudando sobre o assunto e com a ideia fixa de ajudar a reativar uma comunidade terapêutica na cidade onde moro resolvi ligar para Dirce e fui lá conferir.

Conversei com Dário, terapeuta e funcionário da comunidade, que me relatou sobre o programa de recuperação aplicado no estabelecimento. Ele havia acabado de fazer um dos muitos cursos oferecidos pela FEBRACT (Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas).

Para o tratamento funcionar é necessário que a família frequente uma sala de 12 passos e a mais indicada é o Amor Exigente. Todos do núcleo familiar precisam ter consciência de que os conflitos não se acabam com a "internação" do dependente e que muitas vezes não é ele ou ela (adicto ou adicta) o problema.

Maiores informações pelo celular: (65) 9993-4828.

 Recepção

 Sala de reunião

 Refeitório e quadro de tarefas

Lazer: mesa de ping pong

 Lazer: campo de futebol

 Cozinha

 Fogão à lenha

 Laborterapia: horta

 Laborterapia: pães feito pelos acolhidos

Um comentário:

Luma Rosa disse...

Oi, Tânia!
Um espaço em que as pessoas levam o trabalho à sério. Parabéns à comunidade. Bem poderia ter mais delas espalhadas pelo Brasil.
Beijus,