terça-feira, 3 de novembro de 2015

DESTINO: CARTAGENA, BOGOTÁ E SAN ANDRÉS

Entre os dias 19 de Outubro a 1.º de Novembro estive com meu marido na Colômbia.

A primeira parada foi em Cartagena, chegamos numa segunda-feira à noite. Ficamos no hotel San Martin, cujo os pontos mais positivos foram a localização e a especial atenção dada pelos funcionários. É possível fazer câmbio de reais para pesos colombianos na recepção do hotel. O ponto negativo seria o cheirinho de mofo, pois, o clima em Cartagena apesar de quente é úmido e as janelas dos quartos são lacradas. Café da manhã razoável, sem sanduicheira para esquentar o pão, mas havia torradeira. Num dos dias tinha "dedito de queso" um bolinho de queijo frito muito bom.

Logo no primeiro dia, numa terça-feira, compramos o passeio que custou 120 mil pesos com almoço incluso na recepção do próprio hotel para a Isla Rosario. Saímos às 8h. Passamos o dia na Isla del Sol (um lugar com uma estrutura razoável, bar e piscina). Lá você pode fazer uma caminhada que é opcional e paga ou curtir o mar caribenho ou pode ir até o Oceanário para assistir ao famoso show de golfinhos que vale muito a pena. Fizemos a caminhada que custou 15 mil pesos e pagamos mais 25 mil pesos pelo ingresso e transporte até o oceanário. Da ilha até o oceanário você vai de barco. Ao término da exibição você retorna a ilha onde o almoço é servido. Peixe frito, patacones, arroz de coco, mandioca frita e salada foi o cardápio. Não espere luxo em nada. Vão lhe dizer que é buffet, mas na verdade, alguém lhe serve a comida no prato. O sabor é bom. As bebidas não alcoólicas que acompanham o almoço são inclusas.


 No caminho da Isla Rosario


Oceanário

Nesta noite resolvemos jantar no Hard Rock Café que fica na Ciudad Amurallada, ou seja, na parte antiga da cidade que situa-se numa região toda amuralhada, onde disseram que Shakira e Júlio Iglesias possuem uma casa. Imperdível um passeio por este local.

 Cidade amuralhada

No dia seguinte fomos a Santa Marta. Os passeios para lá saem às quartas e domingos. A expectativa era conhecer o Parque Tayrona, mas foi frustrante, pois, o que conseguimos visitar foi a chácara onde Simon Bolivar passou seus últimos dias de vida e uma praia do centro da cidade. No trajeto você passa por Barranquilha, da qual você não tem uma visão que valha a pena. O custo disso foi 120 mil pesos com almoço incluso (também vão lhe dizer que é buffet, mas a comida é servida no seu prato). Saímos às 6h e retornamos às 21h. A maior parte do tempo você passa dentro do ônibus. ROUBADA! Não faça. Se quiser ir ao Parque Tayrona, compre uma pernoite em Santa Marta. Li num blog de um brasileiro que ele havia feito um bata e volta, mas eu não achei esse passeio disponível em Cartagena. Na volta do passeio a Santa Marta pegamos engarrafamento e não faria de novo nem que fosse de graça. 


Santa Marta


No último dia fizemos um City Trolley Tour que é mais privativo e com ar condicionado que faz uma diferença enorme pois Cartagena é muito quente. Nesse passeio você pode conhecer O Castillo de San Felipe e Convento de La Popa. Vale cada peso. O custo é 65 mil pesos com os ingressos para as duas visitações.

Nos despedimos da noite de Cartagena com a Rumba Chiva, o tour noturno no ônibus colorido tomando cuba livre e ouvindo rumba ao lado de duas paulistas: Lourdes e Letícia.

Visão geral de Cartagena: a cidade é tranquila, dá para caminhar à noite sem medo. Mas há os espertinhos de plantão: o taxista que nos pegou no aeroporto nos "roubou" descaradamente. Cobrou-nos 50 mil pesos a corrida que usualmente sai por 18. Por todos os lugares onde você anda há um cheiro de chorume no ar. Há furtos de bolsas e mochilas, portanto, não ande com passaportes.

Em Bogotá ficamos num hotel muito simples no centro da cidade chamado San Francisco. Assim que saímos do aeroporto fomos abordados por um colombiano se dizendo credenciado pelo local. Detalhe: ele usava um crachá! Quando ele viu o nome do hotel nos disse que era muito perigoso e que deveríamos mudar. Sai para ir ao banheiro e perguntei para três policiais se realmente havia perigo no local e os três disseram que não. Dei sinal para o meu marido e nos livramos do colombiano. Resolvemos tomar um táxi oficial do aeroporto e para a nossa surpresa o taxista nos roubou oficialmente. Cobrou 55 mil pesos pela corrida. O taxista do hotel, seu Nelson Márquez (57) 311 856 0723, nos cobrou 25 mil pesos para levar de volta. O taxista do aeroporto também nos disse que o era muito perigoso e também queria que trocássemos de hotel. Depois nos foi informado que é pratica comum os taxistas do aeroporto fazerem isso para poder ganhar comissão dos hotéis para onde eles levam os hóspedes, o que foi confirmado mais tarde por brasileiros que conhecemos em San Andrés e que precisaram passar uma noite em Bogotá.

Próximo a Praça Simon Bolivar

Era sexta-feira. Assim que nos instalamos conversamos com Nelson Márquez e perguntamos a ele quanto ficaria um city tour pela cidade e ele nos aconselhou a fazer a pé, pois, estávamos muito bem localizados e como qualquer cidade grande deveríamos ter cuidado com nossas bolsas e carteiras. Ganhou nossa simpatia e confiança aí. Realmente conhecemos quase todos os pontos turísticos importantes dentre eles a Plaza del Toros (em reforma), Museu Nacional, Museo do Oro, Museo Botero, Casa de La Moneda, Congresso Nacional e Presidência da República, Plaza Simon Bolivar.

No dia seguinte fomos com Nelson para Zipaquera, visitar a Catedral de Sal, um dos lugares mais lindos e diferentes que já conhecemos. Imperdível! O passeio nos custou 50 mil pesos pois dividimos a van do Nelson com mais dois suecos e uma argentina. Voltamos para almoçar em Bogotá e escolhemos o Baltazar, um restaurante italiano situado no bairro La Macarena. Comemos bem a preço justo.
Catedral de Sal
Aos domingos os museus são gratuitos, mas não nos demos conta que seriam eleições e por este motivo todos os museus estariam fechados. Percorremos alguns pontos turísticos a pé e fomos ao Cerro de Monserrate, outro lugar imperdível. Show! Gastamos apenas 17 mil pesos por cada ingresso para pegar o funicular. Há agências que cobram 59 dólares por este passeio. Almoçamos em outro restaurante italiano chamado Roma, que fica numa rua lateral a Praça Simon Bolivar. Acabamos retornando para fazer mais uma refeição durante a conexão longa que tivemos em Bogotá na volta de San Andrés. 

Na segunda o nosso destino era Laguna de Guatavita mas infelizmente descobrimos durante o trajeto que a mesma estava fechada para manutenção, assim acabamos parando em algumas cidades como La Calera, Guatavita, Guasca e Sopó para compensar. Subimos mais que os 2.640 metros acima do nível do mar, portanto, leve roupa de frio na bagagem, lembrando que Outubro chove em Bogotá.

Visão Geral de Bogotá: a princípio nos pareceu realmente perigosa a região central, mas vimos muitos policiais. A cada 200 metros os avistávamos em dupla. Carrera 7 é uma avenida onde se vê de tudo, inclusive bandas de rock tocando. A cidade é bonita e vale a pena ser visitada. Trânsito é pesado, pegamos vários engarrafamentos nos retornos dos passeios. O centro de Bogotá tem cheiro de urina. 

O próximo destino foi San Andrés que fica a duas horas de voo de Bogotá.  Uma ilha  colombiana próxima a Nicarágua. Ficamos numa hosteria chamada Mar y Sol. O ponto forte dessa pousada é o atendimento simpático dos funcionários e o fraco sem dúvida nenhuma é a distância do centro da ilha, compensada com transporte gratuito e diário. O melhor dessa viagem foi que conhecemos uma família de mineiros: Rosana, Cristiano e Lucas. Nos entrosamos com eles assim que chegamos na recepção da hospedaria e foi diversão garantida. Deixamos as malas nos quartos e já saímos para fazer o reconhecimento do território.

Piscina natural 
Saímos para caminhar e almoçamos num restaurante ao lado do Hoyo Soplador, um dos pontos turísticos da cidade. O olho é um buraco existente nas pedras que expele água do mar através de um sopro. Após a refeição continuamos passeando pelo litoral até chegarmos numa das piscinas naturais. Depois de um banho refrescante, muita conversa e risadas com os nossos amigos mineiros, pegamos um ônibus de linha até o centro da cidade, aonde existe um grande duty free. Com o dólar nas alturas, nada valia a pena. Os mineiros jantaram no centro e em seguida nos dirigimos ao Parque da Barracuda, a parada onde o transporte pegava os hóspedes. Todos os dias o ônibus saía às 9h da hospedagem e retornava às 19h. Agendamos o nosso jantar na Hosteria e não nos arrependemos. Comida boa a preço justo.

No outro dia fomos a Jony Cay, uma ilhazinha paradisíaca que você chega de barco e passa o dia desfrutando das águas cristalinas do Caribe. Lá reencontramos Bibiana, uma professora de Ribeirão Preto, que havíamos conhecido durante o voo. Passeio imperdível. Combinamos de alugar um carro de golf, típico transporte para turistas percorrerem a ilha. Assim que retornamos foi o que fizemos. A proeza nos rendeu muitas risadas. Não nos pediram carteira de motorista e qualquer garantia. Só acertamos o valor de 180 mil pesos no outro dia pela manhã. O custo foi dividido entre seis. Como estávamos motorizados saímos para jantar e nos deliciamos no The Islander.

La piscinita
Na manhã seguinte fomos conhecer a ilha. O carrinho de golf havia pifado e a locadora nos forneceu uma van. Paramos na La Piscinita onde mergulhamos e vimos peixes lindos. Conseguimos ver o olho soprador em ação e após dar a volta na ilha, paramos na Spratt Bight a principal praia de San Andrés.

No último dia retornamos à Spratt Bight, fizemos compras e retornamos mais cedo à hosteria para poder ir a Noche Blanca, uma festa que acontece num navio que sai do Portofino. Foi sem dúvida alguma o pior programa que fizemos em San Andrés. O navio parte por volta das 19h30. Mal gosto do começo ao fim. Começam com um show de dança típica. Em seguida o apresentador tenta interagir com a plateia e o que já estava ruim fica pior. Garanto que é de causar inveja às organizações Tabajara. O figurino dos dançarinos é horrível. Para beber servem uísque, vodka, aguardente e uma gaseosa de quinta, após enfrentar uma longa fila. Logo em seguida oferecem o jantar no piso inferior, onde só há dois banheiros para atender a todos. A comida é servida gelada pelos próprios dançarinos. Tudo é absolutamente improvisado. Termina antes das 22h, portanto, não são 3 horas de navegação como anunciam. Em duas palavras eu resumiria a Noche Blanca: bela "Bostija".

Visão geral de San Andrés: aparentemente tranquila, mas soubemos de dois casais brasileiros que tiveram seus pertences furtados. Um deles, porque deixou as mochilas na carroceria do carrinho de golf e enquanto pararam num sinal, dois motoqueiros as levaram. Outro porque deixou as coisas na areia enquanto dava um mergulho. Portanto, muito cuidado em San Andrés, NÃO ANDEM COM OS PASSAPORTES.  

2 comentários:

Tânia Regina disse...

Sou apaixonada pela AL e pretendo conhecer a Colombia. Mas o cuidado com os pertences deve ser presente em todo lugar , principalmente no nosso terceiro ( e novo ) mundo :) .

Tb postei no meu blog a viagem que fiz recentemente ao Peru , em Machu Picchu .

Abç

Fabio Moreira disse...

Olá Tânia.. Estive afastado uns meses do meu blog, bem como deixei de visitar meus favoritos (o seu blog está na lista) também por uns meses. Agora que voltei às minhas leituras, e ví que você e seu esposo foram à Colombia.. por coinciência eu estive em Bogotá nesse final de Ano também, ficamos 8 dias em Bogotá, cidade espetacular! Ainda não tive tempo de postar algo sobre a viagem como você fez, mas em breve colocarei pelo menos as fotos! Muito legal sua postagem e sua viagem ao litoral também.. na minha próxima irei esticar até Cartagena, Barranquilha e outros. Abraços!!!