Em 1940, uma senhora caminhava pelas ruas da Avenida Ipiranga em total desamparo. O seu desespero, tão evidente, se dava por que ela não conseguira contato com o filho. A senhora era mãe de um apenado que estava na antiga Casa de Correção de Porto Alegre, e as restrições de acesso impediam que ela pudesse vê-lo. Sensibilizada com a situação, Maria Ribeiro, que havia estacionado seu carro na Avenida para amparar a idosa, consegue uma autorização judicial. Aos 24 anos de idade, a jovem pelotense nascida em 27 de novembro de 1912 foi a primeira mulher permitida a entrar em um presídio no Rio Grande do Sul. Lá, ela se depara pela primeira vez com a realidade carcerária do estado. Horrorizada com a precariedade do local, que ficava submerso toda vez que havia cheia no rio Guaíba, deu início à jornada que percorreu até o fim da sua vida. Começou fazendo trabalhos sociais voltados à cultura com os apenados. Ao mesmo tempo em que ministra aulas de música e teatros para ...