quinta-feira, 24 de novembro de 2016

"16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres" em Mato Grosso!

“16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”: Uma vida sem violências é um direito das mulheres.
A construção social das relações de gênero tem se dado de forma a determinar a existência e a reprodução dos papéis masculino e feminino. Estes papéis têm atribuído às mulheres e aos homens, posições sociais excludentes e hierarquizadas. Ainda que a mulher tenha conquistado avanços significativos no campo dos direitos, persiste ainda como uma categoria social excluída, exigindo assim, o reconhecimento do problema como um problema de todos e, portanto, do Estado. Entretanto, compreendemos que o fenômeno da violência contra à mulher no Brasil, ainda se constitui enquanto entrave no que tange sua erradicação, enfrentamento e ou combate.
Ainda que, o quadro jurídico seja possível verificar algumas mudanças com as leis 11.340 de Agosto de 2006 (Lei Maria da Penha) e a Lei 13.104/2015 (Lei do Feminicídio), não há alteração significativa na manifestação do fenômeno violência contra mulher. O Mapa da Violência de 2015, demonstra que entre 2003 e 2013 (uma década) o número de vítimas do sexo feminino aumentou de 3.937 para 4.762, ou seja, mais de 21%. Quando se vincula a identidade de gênero à raça etnia, o Mapa também mostra que a taxa de assassinatos de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Porém, no mesmo período o número de homicídios de mulheres brancas diminuiu 9,8%, caindo de 1.747, em 2003, para 1.576, em 2013, o que, nos faz crer que, como as mulheres brancas detém um maior poder aquisitivo estão menos propensas a exposição da violência, também que a violência contra mulheres negras integra múltiplas discriminações e desigualdade.
De acordo, com a pesquisa no Brasil, 55,3% de crimes contra mulheres são cometidos no ambiente doméstico, e em 33,2% dos casos de homicídios, os principais suspeitos são parceiros ou ex-parceiros das vítimas, o que demostra que a construção/atribuição dos papeis de gênero não só da poder aos homens (machos) no espaço público, acima de tudo no espaço doméstico e que neste, midiaticamente, social, cultural e educacionalmente inscreve-se o senso comum , em que predomina a ideia de que é preciso conhecer o simples para, posteriormente, poder compreender o complexo, ou seja, de que as mulheres apanham porque querem, precisam e ou gostam!


Desta forma, nós mulheres dos coletivos da CUT, NUEPOM/UFMT, Sindicato dos/as bancários/as, SINTEP, Coletivo Classista Feminista Ana Montenegro, Lírios, Fórum de Mulheres de Mato Grosso,  Centro Memória Viva, GPHEG, Conselho Estadual de Direitos da Mulher, Fórum de Mulheres Negras, Comissão Pastoral da Terra, IBRAT, Coletivo de Saúde Mental, IMUNE, IRPAMDEQ, Associação de Mulheres do Jardim Vitória, Conclamamos a todas as mulheres de Mato Grosso a se juntar a nós nas ações do Projeto “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres” 

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