terça-feira, 31 de janeiro de 2017

SEMINÁRIO POLÍTICAS CULTURAIS





Fonte: site Sesc Mato Grosso 

PROGRAMAÇÃO COMPLETA 

DIA 08/02 - 18h30 às 21h - Sesc Arsenal - Gratuito

Mesa de Abertura
A Política Cultural do Sesc - Perspectivas e Desafios
Departamento Nacional do Sesc | Coordenação de Cultura Sesc Mato Grosso 

A mesa tem como proposta abrir oficialmente o evento, dar boas vindas a comunidade e apresentar a Política Cultural do Sesc, construída e aprovada recentemente, com objetivo de compartilhar o pensamento da instituição sobre Cultura, suas perspectivas e desafios. A partir da temática geral do evento que propõe o debate acerca das ideias sobre diversidade e direitos culturais. 

Mesa 01 
Políticas Culturais e Povos e saberes Indígenas: Casé Angatu (T.I. Tupinambá de Olivença -BA) | Jucinei Ukuyó Terena (MS) | Anarrory Yudja Sant Anna (MT)
Mediação: Naine Terena (MT) 

Esta mesa tem por objetivo contribuir para uma reflexão sobre as sociedades indígenas no Brasil, seus modos de existência, conhecimentos, visões de mundo, a educação indígena de forma geral, valorizando e procurando alternativas para o respeito e a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Os participantes da mesa apresentarão um pouco sobre a suas etnias e discutirão os mecanismos para a proteção e promoção da cultura dos povos indígenas brasileiros. 

Casé Angatu (T.I. Tupinambá de Olivença - BA) - Indígena morador no Território Indígena Tupinambá de Olivença (Ilhéus/Bahia). Doutor em História da Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo-FAUUSP - Linha de Pesquisa: História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo. Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Graduado em História pela Universidade Estadual Paulista-UNESP. Atualmente é Professor Efetivo na Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC/Ilhéus-Bahia (Curso de Graduação e Especialização em História). 

Jucinei Ukuyó Terena (MS) - Os Terena, também chamados Terenoe, são uma etnia indígena brasileira. Pertencem ao grupo maior dos Guaná-Xané. Vivem principalmente no estado de Mato Grosso do Sul. Últimos remanescentes da nação Guaná-Xané no Brasil, os Terena falam a língua Terena de tronco Aruak e possuem características culturais essencialmente chaquenhas (de povos provenientes da região do Chaco ou Exiva no idioma Terena).Natural da aldeia Buriti-Terra Indígena Buriti, município de Dois Irmãos do Buriti, distante a 120 Km da capital de Mato Grosso do Sul, de família bastante tradicional e exigente quando o assunto é a preservação da cultura, cresceu vendo os rituais religiosos do seu povo, onde foi batizado como Ukuyó (nome próprio), hoje trabalha como conselheiro tutelar eleito pela comunidade e atua diretamente na luta pela preservação de suas terras . 

Anarrory Yudja Sant Anna (MT) - Representante da etnia Yudja/Juruna, que se localizam no estado de Mato Grosso, mais precisamente no norte do Parque Indigena do Xingu. Povo indígena cuja língua é a única representante viva da família Juruna, do tronco Tupi. Autodenominam-se Yudjá ; o nome Juruna significa, em Tupi-Guarani, “bocas pretas”, porque a tatuagem características desses índios era uma linha que descia da raiz dos cabelos e circundava a boca. 

DIA 09/02 - 18h30 às 21h30 - Sesc Arsenal - Gratuito 

18h30 - Performance: Gordura Trans - Miro Spinelli 


Gordura Trans é um projeto artístico continuado e seriado com eixo central na performance e desdobramentos em diversas mídias. Até então foram realizadas doze peças, entre ações ao vivo, fotografias, texto e instalação. Neste percurso o projeto explorou a materialidade e a subjetividade do corpo gordo e suas intersecções com gênero através da pesquisa com diferentes materiais gordurosos e sua potência de transformação de presença da performer. 

Mesa 02 
Arte e FeminismoS: política, resistência e existências contemporâneas
Camila Bacellar (RJ) | Kessidy Kess (MT) | Watatakalu Yawalapíiti (MT)
Mediação: Juliana Capilé (MT) 

A mesa se propõe a refletir sobre as relações entre arte, vida e os feminismos contemporâneos. A partir de três perspectivas singulares o debate visa trazer a tona indagações oriundas dos feminismos e de movimentos de mulheres que possibilitem incidir sobre os imaginários políticos coletivos, problematizar os limites da esfera pública e fortalecer as conexões entre nossas comunidades e nossas redes de cuidado. Ao compartilhar processos de vida e criação articulados com posicionamentos políticos e culturais buscaremos alargar o horizonte do (im)possível, do (in)dizível e do vivível. .


Camila Bacellar (RJ) - Atuadora, cientista social e doutoranda na linha de pesquisa Estudos da Performance, Discursos do Corpo e da Imagem no PPGAC/UNIRIO. Colabora no projeto Resistências Feministas na Arte da Vida – Processos Escavatórios para Habitar o Corpo, em parceria com Angela Donini, Cintia Guedes e Sara/Elton Panamby. Interessa-se pelas relações entre arte, política, ativismos artísticos, descolonialidade e feminismos. 

Kessidy Kess (MT) - cuiabana e ariana personalidade forte que improvisava na pista de skate e em batalhas de mc desde seus 14 anos, hoje vai consolidando sua caminhada no rap Brasil. Lançou seu primeiro single "No Baile" em 2016, desde então sua vida tem sido alimentada pela cultura de diversos lugares por onde passa com seu som. A pretinha correria se torna espelho para várias jovens por suas escolhas e opiniões sobre assuntos e conceitos como feminismo e negritude. Cheia de si, Kess vive sua vida contrariando as estatísticas, fazendo por ela o que ninguém fez, soltou seu segundo vídeo clipe "Não Fica na Reta" no festival V-M-F em São Paulo ao lado de artistas independentes como Linn da Quebrada e Lay. Atualmente com 18 anos Kessidy pensa em criar seu primeiro álbum, mantém sua raiz do rap mas quer se jogar na música brasileira misturando ritmos afro brasileiros com suas rimas incisivas e cheias de atitude. “Não dá para fugir do que eu sou. No Brasil eu sou uma jovem, bissexual, preta, que demorou para se identificar. Foi quando eu comecei a me ligar que não tem problema nenhum em ser o que eu sou". 


Watatakalu Yawalapíiti (MT) - Pertence a etnia Yawalapiti. Fundadora e membro da diretoria da Associação Yamurikumã das Mulheres Xinguanas. Empresária, proprietária da loja Kuarup Arte Indígena do Xingu, localizada em Canarana, no estado do Mato Grosso. 

21h - Salão Social - Entrada Franca

ALICE - Cia Faces Jovem (Primavera do Leste-MT)
Alice não se vê como Fernando e quando começa a ir com roupas femininas para Escola sofre violência de alguns alunos e descaso dos professores que não podem e não querem discutir gênero. Junto com alguns amigos, Alice encontra forças para deixar de se esconder e lutar pelo direito de ser feliz e pensar. 

Dia 10/02 - Sesc Arsenal - Gratuito 

09h às 12h e 14h30 às 18h30 - Oficina: arte, feminismos e práticas descoloniais | Camila Bacellar e Angela Donini (RJ) 

A performance e as artes visuais, por se utilizarem muitas vezes do corpo como o principal material da criação, possibilitam brechas para proposições descoloniais que implicam a conexão com as frequências mortificadas pelos processos de disciplinarização e normatização da vida. Utilizaremos de ferramentas da performance e do audiovisual em diálogo com a construção de um conhecimento que parte das trajetórias singulares das pessoas participantes. 

Oferecida por Angela Donini, professora adjunta no departamento de Filosofia da Unirio, diretora dos curta-metragens "corpos que escapam" e "ancorando navios no espaço", e por Camila Bastos, performer e doutoranda na linha de Estudos da Performance, Discursos do Corpo e da Imagem (UNIRIO/PPGAC), a oficina pretende trabalhar com processos de subjetivação e corporeidades que nos convocam à habitação do corpo. 

Público Alvo:
Pessoas interessadas, não há pré-requisito escolar ou artístico. 

Racismo.machismo.transfobia.homofobia.lesbofobia.bifobia.gordofobia.capacitismo.etarismo.classicismo.higienismo.colonialismo.academicismo e outras patologizações do ser não serão toleradas. 

Mesa 03 - 18h30h às 20h30 - CineSesc
Transgener(al)idades: arte, vida e Resistência | Jaqueline Gomes de Jesus (RJ) |MC Linn Da Quebrada (SP) | Miro Spinelli (PR)
Mediação: Vicente Tchalian (MT) 

Pensar a transgener(al)idades como um outro modo de existência e de que forma as políticas culturais dialogam ou necessitam dialogar com essas questões, a mesa propõe ainda discutir e questionar as ideias ainda hegemônicas sobre heteronormatividade, um mecanismo de controle social que não apenas naturaliza a heterossexualidade, mas também fornece os estereótipos de gênero que guiam, classificam e hierarquizam o comportamento também de homossexuais, assim desconstruir a ideia binária de gênero. Mostrando experiências de ativistas e artistas que propõem um trabalho político que misturam questões biográficas, estéticas e de resistência. 

Jaqueline Gomes de Jesus (RJ) - Jaqueline Gomes de Jesus é professora de Psicologia do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ Campus Belford Roxo). Doutora em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília (UnB), com pós-doutorado pela Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV Rio). É pesquisadora-líder do ODARA - Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Cultura, Identidade e Diversidade (IFRJ). Foi assessora de diversidade e apoio aos cotistas e coordenadora do Centro de Convivência Negra da UnB. Pesquisa e leciona nas áreas de gestão da diversidade, trabalho, identidade social e movimentos sociais, com ênfase em gênero, orientação sexual e cor/raça. É investigadora da Rede de Antropologia Dos e Desde os Corpos e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). É autora de dezenas de publicações científicas, dentre elas os livros "Transfeminismo: Teorias e Práticas" e "Homofobia: Identificar e Prevenir"; o e-book "Orientações sobre Identidade de Gênero: Conceitos e Termos"; e os artigos "Gênero sem Essencialismo: Feminismo Transgênero como Crítica do Sexo" e "Transfobia e crimes de ódio: Assassinatos de pessoas transgênero como genocídio". 

Mc Linn da Quebrada (SP) - Bicha, trans, preta e periférica. Nem ator, nem atriz, atroz. Bailarinx, performer e terrorista de gênero. Essas são algumas das referências da MC Linn da Quebrada que, agora, também usa a música – especificamente o gênero funk – como uma ferramenta de transformação social e uma poderosa arma na luta pela quebra de paradigmas sexuais, de gênero e corpo. 

Miro Spinelli (PR) - é artistx multimídia e militante do próprio corpo. Atualmente tem pesquisas voltadas para experimentos com vídeo, fotografia analógica e performance, com foco em questões do corpo e suas possíveis poéticas e políticas em processos colaborativos. É também fundadorx e integrante do Água Viva Concentrado Artístico e colaboradorx da Selvática Ações Artísticas. 

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20h30 - Show Hendson Santana (MT) 

Hendson teve a primeira experiência profissional como cantor na banda de Rock progressivo Ayakan aos 16 anos onde tocou nos maiores festivais do estado de Mato Grosso, como Grito Rock, Calango e Convenção do Rock. Um trabalho autoral no estilo Rock’n’roll que proporcionou tocar para um grande público e sempre muito elogiado pelas críticas de sites e revistas especializadas da época entre elas Dynamite e Decibélica. Pelo trabalho na banda Ayakan conquistou o Prêmio Hellcity da Música independente como melhor vocalista. 

Após um hiato na sua vida artística, se dedicou ao grupo Gold Jazz que, concedeu ao artista uma aproximação com a linguagem jazzística, e, mesmo muito novo já se apresentava ao lado de músicos consagrados do cenário instrumental brasileiro como o contrabaixista Fidel Fiori, Igor Mariano (pianista), Sandro Souza (baterista) e Sidnei Duarte. Em 2014 Hendson foi destaque na mídia local e nacional e considerado a grande revelação na música em Mato Grosso, participando de grandes eventos como Chapada in Jazz, 50º Expoagro e na Arena Cultural no SESI PAPA durante a Copa do Mundo da FIFA. Em 2015 lançou seu primeiro single e videoclipe em carreira solo da música Ponto Ou Vírgula e hoje toca pela noite de Cuiabá e toda região divulgando seu show Música Gorda. 

O Música Gorda é um projeto mais agressivo em que une teatralidade e canções que representam muito a personalidade do cantor, como a Plus Size, que, debate questões da ditadura do peso e Ponto Ou Vírgula que aborda direitos LGBT´s. 

20h30 - Ocupação Movimento Rota - Living Painting 

Bastou uma borrifada, digamos assim, um tanto quanto polêmica, para que dezenas de latas de spray tomassem ares de maçaricos e incendiassem jovens mentes em favor do grafite livre nos espaços urbanos de Cuiabá. Foram muros, paredes, viadutos e praças. Agora, a mobilização que deu corpo ao Movimento Rota, ocupa também um espaço institucional de grande relevância para as artes de Mato Grosso, o Sesc Arsenal. O objetivo é que a arte de rua irradie seu alcance e se torne ainda mais acessível ao interferir no cotidiano da cidade. 

21h - Show: Kessidy Kess (MT) 

Minhas músicas surgem através de vivências, reflexões e protestos, de revolta e alegria.O fluxo da minha vida influência em cada palavra na rima. 

21h30 - Show: Ambição Loira - Sarah Mitch (MT) 

Sarah Mitch, já com 17 anos de carreira, e uma das principais Drag’s de Cuiabá, apresenta um trecho do seu trabalho Ambição Loira. Um trabalho dividido em quadros, onde Sarah e seus bailarinos estarão dançando, interpretando, cantando e dublando músicas que influenciaram e influenciam a cultura pop. Sarah também provoca discussões e sua performance traz provocações sobre as ideias de gênero, direitos, até mesmo sobre as concepções sobre ser drag queen, sempre com muito glamour e . Ambição loira almeja o amor e a liberdade. O show apresenta músicas do seu EP: “I Am a Man” (com venda nas principais plataformas virtuais) lançado em janeiro, produzido pelos músicos Danilo Bareiro, Eduardo Pesente e Igor Magan. Sarah assina cinco das oito faixas e colaborou em outras duas. 

22h - Jaloo (PA/SP) 

Músico? Produtor? DJ? Performático? “Acho que o melhor nome agora é artista mesmo, alguém que não é nenhum desses, mas todos ao mesmo tempo”, nas palavras do próprio. Nascido Jaime Melo em Castanhal, região metropolitana de Belém do Pará, Jaloo mora atualmente em São Paulo. Faz música pop, eletrônica e experimental, mas que não parece com nada do que se espera dessas definições. Jaloo remexe as músicas de artistas como Rihanna e Donna Summer, sem medo de sacrilégio, e deixa com sua cara. Jaloo compõe, canta, interpreta, remixa, arranja e produz. Seu primeiro álbum, #1, está saindo agora pela StereoMono, selo Skol Music. 


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