sábado, 18 de agosto de 2012

PORQUE EU SOU ATIVISTA DA AMAMENTAÇÃO?


Gente são tantos os motivos, um deles é porque eu mesma apesar de enorme esforço quando tive meu filho, não consegui alimentá-lo de forma exclusiva com o leite materno. E não foi falta de tentar. Fui muito insistente. 

Quando estava perto de completar um mês, o meu filho continuava com praticamente o mesmo peso de quando havia nascido. Então, o pediatra me deu o últimato: ou entra com a mamadeira ou seu filho vai ficar subnutrido. Diante disso e depois de ter tentado canjica, alfafa, plasil e um cem número de simpatias... fui vencida pelo médico. 

A explicação foi de que eu havia feito uma cirurgia uns três anos antes do nascimento do meu filho nas duas mamas para retirar um fibradenoma, intervenção que pode ter afetado a produção de leite.

Numa das aulas de especialização em psicnálise que fiz, ouvi um professor dizer que o primeiro prazer que a criança sente na vida é a sucção do seio da mãe. Como eu poderia negar isso ao meu bebê? Não me abstive de oferecer o seio, mesmo sabendo que seria insuficiente para nutri-lo. Ele continuou sugando até completar o terceiro mês. 

Pode até ter gente que pense de forma contrária, mas acho que o contato físico com a criança é o primeiro passo para estabelecer intimidade com ela. É claro que este vínculo começa no útero, mas muitas mães, em razão do trabalho, acabam pulando essa etapa. Ao sair da maternidade entregam o infante nas mãos da babá delegando a esta praticamente todos os cuidados, inclusive, a alimentação. Que pena!

Mas as coisas estão mudando...

Nem mesmo os pais estão abrindo mão de cuidar dos filhos. Recentemente um pai conseguiu na Justiça direito de licença-paternidade de 120 dias... mesmo não amamentando rsrsrs

O fato aconteceu em Campinas e é inédito até o momento, pois, foi a primeira vez que um pai sem ser viúvo ou adotivo conseguiu o benefício.

Marcos Antônio Mendonça de 36 anos, conseguiu a guarda do filho uma semana após o nascimento porque a mãe não queria cuidar da criança.

Sem parentes na cidade e impossibilitado de matricular o filho em uma creche antes de cumprir o ciclo de vacinas, Melo chegou a levar o bebê ao trabalho por não ter com quem deixá-lo.
 
Segundo a defensora pública que acompanhou o caso, Fernanda Zanetti, Melo levou o bebê com ele até mesmo quando foi procurar auxílio na Defensoria Pública da União. "A situação era rara, mas era claro o empenho dele em cuidar do filho e a necessidade urgente de conceder o auxílio", disse.

O juiz federal Rafael Andrade Margalho concedeu a liminar para o pagamento do salário paternidade pelo INSS por 120 dias, que podem ser prorrogados por mais 60. Segundo ele, foram considerados precedentes de casos de adoção, em que outros pais conseguiram o direito.

3 comentários:

Luziane disse...

Oi Tania, recentemente passei por isso. Cecília está com 4 meses e meio. Tive muitos problemas para amamentar, ela passou fome por alguns dias e só perdia peso. Sofri muito com tudo que se pode imaginar. Tive fissuras no peito, fungo e já com três meses, para completar mastite. Mas, lutei, assim como vc. E felizmente consegui continuar a amamentar. Lembro que no começo ao vê-la mamar fora do meu peito, eu ficava angustiada. Eu chorava e dizia: eu quero dar de mamar, quero que ela mame no meu peito. Foi muito difícil, mas venci!! Hoje a minha gosotosa mama feliz no meu peito e para mim não tem prazer maior que isso.
Admiro muito você e imagino que vc deve ter lutado muito!! Vc é um exemplo! Parabéns pelo artigo! Beijos

Anônimo disse...
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Luma Rosa disse...
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