sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

UMA CERTA ARACY


Aracy Guimarães Rosa: uma paranaense que foi morar com a tia na Alemanha.

Por dominar o idioma, conseguiu nomeação no Consulado brasileiro em Hamburgo.

Ficou encarregada de preparar os processos de vistos para entrada de imigrantes no Brasil.

Em 1938 o governo brasileiro restringiu a entrada de judeus no País.

Aracy ignorou a circular e continuou preparando os processos por sua conta e risco.

Trabalhava com o cônsul responsável pela assinatura de vistos, então, meio da papelada colocava os processos dos judeus para obterem o visto.

Salvou muitas vidas das garras dos nazistas.

João Guimarães Rosa, cônsul adjunto, sabia sobre sua atitude humanitária e a apoiava.

Acabaram se casando.

Enviuvou-se e ficou conhecida como a mulher de João Guimarães Rosa.

Num museu em Israel ela fulgura na lista de diplomatas que ajudaram a salvar vidas de judeus. Ela é a única mulher.

No Brasil deu guarida a muitos perseguidos políticos na época da ditadura.

Hoje conta com 99 anos e pouco se lembra da grande obra que realizou em sua vida.

Uma mulher que precisa ser lembrada não só como a viúva de um grande escritor, mas como uma humanista.

Fonte: Revista de bordo da companhia Gol, artigo publicado por Renê Daniel de Decol – Uma certa Aracy, um certo João

 

5 comentários:

Lusófona disse...

Olá Tânia!! Parabéns pelo blog!
Cheguei aqui através duma busca sobre petição contra violência feminina.

Quanto ao post eu recebi um texto semelhante por e-mail.

Um grande mulher!!!

Beijinhos

Maria Fernanda disse...

Que ser humana maravilhosa.
bjs

Tânia Defensora disse...

Oi Lusófona!
Obrigada pela visita.
Eu também recebi o texto através de e-mail.
Um abraço

Tânia Defensora disse...

Oi Fê!
Eu também achei a Aracy um ser humano fantástico.
ABs

Adriana disse...

Oi, Tânia!

Eu também recebi esse texto por e-mail. Acho importante que todos conheçam a história desse exemplo de mulher!

Abraços...

Adriana